Não se afobe não

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Chega um tempo em que não se precisa de um amor desses que aprendemos desde cedo que são bons. A vida corre demais e existem tantas outras urgências acontecendo – o trabalho novo, a reforma da casa, as metas para 2015 que ainda não saíram do bloco de notas do celular. Pensando bem, depois disso tudo, se pintar alguém disposto a alimentar o nosso tédio ou então garantir boas risadas durante os encontros casuais, já dá para agradecer. Por que não?

Os relacionamentos não precisam estar fadados ao eterno para serem bons. Eles podem só acontecer. Essa necessidade extrema de rotular parece que caducou faz tempo. As coisas acontecem e estão mais fora do controle do que podemos imaginar. Existem mil formas de ser feliz e essa ideologia já é quase mais velha do que andar pra frente. O mal do século talvez seja não conseguir reconhecer o correr do rio como uma coisa boa.

Já foi escrito por uma velhinha gestaltista e rendeu até título de livro: Não apresse o rio, ele corre sozinho. Não queira que a vida seja um eterna agenda que você precisa cumprir, seguir ritos, protocolos. Se funciona bem da forma que tem sido, ligue, sim. Marque um vinho, uma cerveja, um jantar. Sem a obrigação besta de ter que comer do fruto da eternidade… Que ainda não madurou.