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Último ato antes da Copa América

Pela primeira vez os jogadores não terão Neymar no comando do ataque brasileiro. Mesmo assim, o grupo brasileiro quer vencer o amistoso de hoje com autoridade

Foto: Divulgação/Lucas Figueiredo/CBF

Depois de derrotar o Catar por 2 a 0 no meio de semana, a Seleção Brasileira volta a campo para mais um amistoso de preparação para a Copa América neste domingo, às 16h(de Brasília), no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), diante de Honduras. Será o primeiro teste canarinho sem Neymar, que foi cortado por conta de uma entorse no tornozelo direito, que gerou uma lesão. Sua saída, para muitos na CBF, pode ser encarada como algo até positivo, pois assim ele vai se defender das acusações de estupro longe da Seleção Brasileira, o que ameniza o ambiente do grupo.

Tite, técnico do Brasil, sabe que existem pontos a progredir.

“Temos que melhorar em vários aspectos em relação ao último amistoso se quisermos ir bem na Copa América. Nós estivemos abaixo da nossa eficiência de concluir jogadas contra o Catar. Nosso aproveitamento tem que melhorar. Acertar na caixinha. Se isso começar a melhorar vamos ter mais possibilidades de ganhar os jogos. O teste contra Honduras vai ser muito importante neste aspecto”, disse o treinador.

Os jogadores também esperam evolução.

“O Brasil vem aproveitando os amistosos para poder progredir e sabemos que precisamos chegar à estreia contra a Bolívia (14 de junho) em melhores condições. Aos poucos o Tite vem conseguindo fazer o grupo progredir e esperamnos um jogo melhor contra Honduras do que foi contra o Catar”, disse o meia Philippe Coutinho.

Para este amistoso é provável que Tite faça algumas mudanças na equipe, como promover as entradas do goleiro Alisson e do atacante Roberto Firmino, que se apresentaram ao grupo depois dos demais por terem disputado e vencido a final da Liga dfos Campeões da Europa pelo Liverpool da Inglaterra. O segundo, inclusive, pode ser testado na vaga de Neymar ou simplesmente ocupar o posto de Richarlison. Neste caso, Everton seria o substituto do craque cortado.

Pelo lado de Honduras, que se prepara para a Copa Ouro da Concacaf, que começa na próxima semana, o técnico Fabián Coito sonha em fazer um jogo de igual para igual. O time, que foi eliminado na primeira fase da Copa do Mundo da Rússia, no ano passado, empatou com o Paraguai por 1 a 1 em seu último amistoso.

“Temos que ter inteligência. Se entregarmos a bola para o Brasil com facilidade vamos sofrer muito. Temos que valorizar a posse de bola e jogar com entrega e obediência técnica”, ensinou o treinador.

Para este compromisso Honduras não poderá contar com o lateral-direito Andy Najar, vetado por conta de uma lesão no joelho direito sofrida contra o Paraguai. Assim, Brayan Beckeles jogará no setor.

Vexame – Quem acha que Honduras sempre foi um adversário inofensivo para o futebol brasileiro está muito enganado. Essas duas seleções já disputaram um jogo oficial que se transformou em um dos maiores vexames da história dos canarinhos. Foi na Copa América de 2001, disputada na Colômbia. Pelas quartas de final os dois times duelaram na cidade de Manizales e os hondurenhos ganharam por 2 a 0.

Naquela ocaisão, o Brasil já era dirigido pelo técnico Luiz Felipe Scolari, mas ainda não tinha boa parte da base que no ano seguinte brilharia conquistando o pentacampeonato mundial na Ásia. Dos titulares que participaram da final contra a Alemanha, perderam para Honduras apenas o goleiro Marcos. O time era composto por: Marcos, Juan, Luisão (Juninho Pernambucano) e Cris; Belletti, Emerson, Eduardo Costa (Jardel), Alex (Juninho Paulista) e Júnior; Denílson e Guilherme. 

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