Abel ganha força com elenco e protege jogadores de política

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O técnico Abel Braga não vem podendo se preocupar apenas com campo e bola em um cenário onde a crise parece estar sempre rondando o Fluminense, mesmo com os bons resultados no Campeonato Brasileiro. 

O treinador tem trabalhado no sentido de proteger seu grupo de jogadores de diversos problemas, principalmente, porque boa partte do plantel é composta por jovens.

Na semana passada alguns jogadores pediram um treino aberto nas Laranjeiras para prestigiram o plantel após a classificação para a segunda fase da Copa Sul-Americana. O treinador estava dispostoa a atender ao pedido, porém, alguns membros da diretoria se afastaram, gerando um ambiente político conturbado. Coube a ele manter as atividades no Centro de Treinamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, um espaço que fica nas proximidades de áreas de riscos.

“Momento difícil. Pensamos treinar sábado nas Laranjeiras, mas depois da demissão em massa preferi ficar longe do buxixo. Sai do buxixo e vai para perto dos tiros”, disse ele, ironizando os constantes tiroteios ao redor do CT.

O treinador também lutou para que os salários de abril fossem colocados em dia, o que só foi possível com a realização de um empréstimo junto a uma instituição privada de crédito. O futuro em relação a folha de maio é uma incógnita que preocupa.

Fora isso, ele lida com a saída do coordenador Paulo Autuori, com quem dividia parte das tarefas e era uma espécie de porto seguro.

“Tinha o Alexandre Torres, que saiu, e depois veio o Paulo. Se ele sair é preciso que venha outro profissional competente para dar aquele suporte fora de campo. Não podemos responder só no campo. Tem que sentir segurança em quem comanda”, disse Abel.

Dentro de campo o treinador tenta manter a normalidade. Na manhã desta terça-feira (22), o elenco se reapresentou após a folga de segunda-feira. O trabalho foi físico e regenerativo. Nesta quarta-feira Abel Braga começa a projetar a equipe que vai medir forças com a Chapecoense.

Fora de campo a diretoria estuda levar para o Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), o clássico contra o Flamengo, previsto para 7 de junho e válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. A medida seria para cumprir um acordo de venda de seis mandos de campo que foi firmado na temporada passada e que ainda não foi cumprido totalmente pelo Tricolor das Laranjeiras. 

O assunto será resolvido esta semana.