NITERÓI/RJ
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Disputa por bons ventos na Baía

Os barcos mudaram o cenário da Baía de Guanabara neste fim de semana. O medalhista olímpico Torben Grael, que veleja “em casa”, lidera a classe IRC

Foto: Marcelo Feitosa

A 21ª edição do Circuito Oceânico de Niterói, que acontece desde a última quinta-feira e tem seu último dia de competição neste domingo, movimentou a classe de velejadores da cidade. Com grande número de niteroienses inscritos, o campeonato contou com quatro classes participantes: RGS, ORC B, IRC, e Bico de Proa. Ao todo são 43 barcos participantes e aproximadamente 340 velejadores. 

“Temos alguns eventos importantes espalhados ao longo do ano. E esse circuito de Niterói é um dos três maiores do País, junto com a Semana de Vela de Ilhabela e o Circuito Rio. Niterói tem grande força no cenário da vela. A Martine Grael, por exemplo, acaba de quebrar o recorde de distância percorrida em 24 horas. Por conta da falta de combustível, neste ano estamos contando apenas com uma participação de fora do Rio, que é o barco de Ubatuba, mas normalmente vêm velejadores do Brasil todo”, garante Rogério Albuquerque, juiz internacional de World Sailing.

Neste sábado, o tempo não ajudou os velejadores. Devido aos ventos fracos, o percurso foi dentro da Baía de Guanabara, por conta do vento terral. 

O velejador Luiz José Pereira, que está na briga pelo título da classe RGS, retorna à competição após um hiato de 10 anos e mantém seu bom desempenho. 

“Apesar do vento fraco, que nos abriga a ter um trabalho mais árduo, a competição está excelente. A comissão de regata tem feito um bom trabalho e a organização do clube tem sido perfeita. Reformei meu barco e já tenho esse bom resultado”, disse.

André Pereira, que veleja na classe Bico de Proa, vê com importância o campeonato para o esporte. 

“A seriedade com o circuito é primordial. As disputas têm sido de alto nível”, disse. 

Competindo na ORC B, o velejador Luis Beckham faz um balanço positivo da competição. 

“Foi ótimo ter começado com uma regata longa no primeiro dia, pois faz bem para a classe. Precisamos ter sempre esse tipo de regata, dá um ‘gás’ maior. Além disso, a parte técnica tem sido bem respeitada e tenho certeza que o vento em sudoeste que vai entrar neste domingo vai fechar a competição com chave de ouro”, afirmou.

Líder da classe IRC, o medalhista olímpico Torben Grael estava “jogando em casa”. 

Neste domingo, acontece o último dia de competição. E com a chegada da frente fria, a expectativa é de competição acirrada em todas as classes participantes neste domingo. 


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