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Everton pondera goleada e espera Peru diferente na final

Atleta vem se destacando na Copa América

Lucas Figueiredo/CBF

Everton se tornou titular da Seleção Brasileira justamente no confronto em que o Brasil enfiou 5 a 0 no Peru, pela última rodada da primeira fase da Copa América. Com uma atuação bastante elogiada em Itaquera, o atacante do Grêmio não saiu mais do time e agora deve ser uma das armas de Tite para buscar o título no domingo, novamente diante dos peruanos, agora no Maracanã.

“Assim como a gente, eles cresceram no momento certo da competição. Da nossa última partida contra eles, é uma equipe que modificou a mentira de jogar. Não chega a ser nenhuma surpresa porque eles fizeram grandes jogos. Contra a gente também eles vinham bem até tomar o primeiro gol. Como aquele gol saiu de forma rápida, acabou abalando a equipe deles, mas a gente sabe da dificuldade que vamos enfrentar”, comentou Cebolinha na tarde dessa quinta-feira.

“É um jogo totalmente diferente. A equipe deles tem algumas mudanças, vai ser um jogo totalmente diferente. Vamos estudar a equipe deles para domingo fazer um grande jogo”, concluiu.

Substituído no intervalo do jogo contra a Argentina, Everton deve ganhar mais liberdade na final, pois Tite explicou que teve de sacrificar um pouco do talento do camisa 19 para dobrar a marcação em Lionel Messi. Agora será uma nova história.

Entrosamento – Com Filipe Luís praticamente descartado da final da Copa América, Alex Sandro deve ser o titular da Seleção Brasileira domingo, contra o Peru. Diante Paraguai e Argentina, o lateral esquerdo entrou e agradou. Até mesmo a falta de entrosamento com Everton, atacante que faz a dobradinha pela esquerda da Seleção, não tem sido problema.

“Cada jogador tem sua característica. Não posso dizer que eu jogo igual ao Filipe ou que ele joga igual a mim. Não é tão difícil jogar com o Everton. Não é tão difícil jogar com um jogador que tem tantas qualidades e virtudes. Estamos entrosados. Independentemente se joga eu ou o Filipe, isso se torna um ponto fácil”, comentou Alex Sandro nessa quinta, no Rio de Janeiro.

“São jogadores até que bem parecidos. Não muda muita coisa, talvez o entrosamento poderia se o ponto principal. São características parecidas, dois atletas que defendem muito bem e é difícil hoje em dia no futebol moderno os laterais defenderem tão bem e atacar com uma efetividade muito grande. São características parecidas, talvez a diferença seja mais o fato do entrosamento”, completou Everton.

O jogador da Juventus-ITA manteve a solidez do sistema defensivo brasileiro, que até agora não tomou nenhum gol na competição continental.
 

Brasil tem números melhores que o Peru na Copa América 


Neste domingo, às 17h, no Estádio do Maracanã, a Seleção Brasileira enfrenta o Peru na grande final da Copa América, e se depender das estatísticas das duas equipes até aqui na competição, os comandados de Tite levam vantagem no duelo.

Isso porque, em nove quesitos, o Brasil tem números melhores que os do Peru em sete deles. O mais expressivo é o número de gols sofridos: enquanto o goleiro Alisson ainda não foi vazado, a defesa do Peru já teve de buscar a bola no fundo das redes em seis oportunidades. Cinco delas justamente na goleada por 5 a 0 sofrida para a Seleção Brasileira, ainda na fase de grupos.

A Seleção dona da casa também é uma equipe que troca mais passes. Ao todo, foram 2612 certos, contra apenas 1447 do Peru. E se os peruanos trocam menos passes, logo, optam mais pela ligação direta. É o que mostram os números: a equipe comandada por Gareca deu 70 lançamentos certos, contra apenas 43 do Brasil.

 

 
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