NITERÓI/RJ
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Experiência a serviço dos Jogos

Aída dos Santos e Valeskinha representaram o Brasil nos Jogos e deram dicas aos niteroienses que estarão em ação no Rio

Foto: Douglas Macedo

Em uma Olimpíada, algumas questões como a experiência podem fazer toda a diferença entre ganhar ou não uma honraria olímpica. Faltando menos de uma semana para a abertura da maior festa do esporte, alguns dos olímpicos da cidade de Niterói deixaram dicas para os 465 esportistas da delegação brasileira que participarão do evento. 

Para iniciar esse caminho das pedras, ninguém melhor que Aída dos Santos, primeira brasileira a disputar uma final olímpica. A niteroiense, do alto dos seus 79 anos, lembra bem do seu feito nos Jogos de Tóquio em 1964, quando saiu do Brasil sendo a única mulher da delegação brasileira e, sem qualquer apoio ou estrutura, conquistou o quarto lugar no salto em altura. “Para quem vai enfrentar a primeira Olimpíada, não fique pensando que o Brasil é terceiro mundo. Se você está competindo, você é tão bom quanto os outros. Tem que competir com muita perseverança, com fé e amor para conseguir uma medalha. Tem que acreditar nos seus sonhos”, frisou Aída dos Santos. 

A atleta que quatro anos mais tarde, em 1968, participaria da edição do México no pentatlo, também ficou mundialmente conhecida por ser a mãe de outra atleta olímpica. Medalha de ouro no vôlei em Pequim 2008, Valeska dos Santos, ou simplesmente Valeskinha, traduziu em ouro todos os valores ensinados em casa. Para ela, o mais importante é não se deslumbrar por estar em um evento como esse e manter o foco no objetivo. “Entrar na Vila Olímpica é muito excitante, muito legal. Você vai ver pessoas que idolatra, que você nunca pensou em conviver durante o período de competição. O importante é não perder o foco e perseverar. Um dia você pode acordar cansado, mas nunca desista do seu objetivo, do que te levou até aí. Competir e sempre dar o seu melhor, seu 100% e com isso, quem sabe, garantir a medalha tão sonhada. Desejo muita sorte para quem vai participar e estarei torcendo por todos os brasileiros”, comentou. 

Já o iatista Lars Grael, detendor de duas medalhas de bronze em Seul-88 e Atlanta-96, deu cinco dicas essenciais para os atletas. “É preciso estar muito focado, encarar esses jogos como um desafio e com paixão, pois quando se faz as coisas com paixão as coisas tendem a resultar no sucesso. Que os atleta entrem na vila olímpica tendo cinco palavras como norte: disciplina, paixão, foco, concentração e alegria”.

Outro que tem experiência de sobra no quesito Olimpíada é o ex-jogador de handebol e atual secretário de Esporte e Lazer de Niterói, Bruno Souza, que participou das edições de 2004 e 2008 dos Jogos em Atenas e Pequim, respectivamente. O ex-jogador deixou algumas dicas para os atletas que terão a missão de defender as cores do Brasil no handebol. “Minha dica é que elas mantenham o padrão de jogo e não oscilem. As meninas vão precisar dessa constância para avançar nos Jogos. Regularidade deve ser um diferencial para elas”. Já para os homens, Bruno frisa que a dedicação será um diferencial para superar as expectativas. “Com as atenções voltadas para a seleção feminina, minha dica é que a seleção masculina use esse momento para surpreender. Na quadra, dedicação para superar as expectativas”.

Isabel Swan, que compete na Nacra 17, busca sua segunda medalha olímpica

Foto: André Redlich / Arquivo

Pratas da casa com chance de ouro olímpico

A primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul irá acontecer no Rio de Janeiro. Em meio ao mar de atletas que desfilarão seus talentos na Cidade Maravilhosa a partir do dia 5 de agosto, um seleto time tem tudo para fazer bonito e garantir um honraria para a cidade de Niterói. Celeiro da vela, o município, que já contou com as façanhas de Torben Grael, Lars Grael, Marcelo Ferreira, Clínio Freitas e outros, possui na edição 2016 dos Jogos, um time de respeito. Sob a batuta de Torben, Martine Grael, que faz dupla com Kahena Kunze, na classe 49er FX; Isabel Swan na Nacra 17 ao lado de Samuel Albrecht; Marco Grael, com Gabriel Borges na 49er e Fernanda Decnop na Laser Radial, são as esperanças de medalhas nas regatas que serão disputadas na Baía de Guanabara. 

Já no rugby, Beatriz Futuro faz parte do time brasileiro e que não irá vender fácil junto com suas companheiras a oportunidade de conquistar uma medalha. “Chegamos a pouco tempo na vila, estamos nos acomodando. Já estamos preparados, agora é só afinar, relembrar as coisas básicas e ir para a luta e aproveitar cada dia de cada vez pois a Olimpíada passa mutito rápido. Agora é só nos concentrar e mandar bem”. comentou Beatriz Futuro.

Nos saltos ornamentais, o nome que chama a atenção é o de Ingrid Oliveira. Já no handebol, outro esporte muito forte em Niterói, Diogo Hubner, será o representante da modalidade. Reconhecido nos esportes tradicionais, a Cidade Sorriso também se destaca e possui participantes em outras frentes, como o hóquei na grama, onde o niteroiense Bruno Paes faz parte da delegação brasileira. 

Essa nova geração de atletas da Cidade Sorriso e que já está mais do que acostumada em conquistar feitos, cada um na sua modaldiade, terá uma chance ímpar de escrever o nome na história do esporte brasileiro. Se Martine e Marco trazem nas veias o sangue da lenda que atende pelo nome de Torben Grael, Isabel Swan é a única da turma que sabe bem o caminho para o pódio olímpico, umavez que foi bronze em Pequim 2008, pela classe 470.

Já Fernanda Decnop, que também vem de uma família de velejadores, chega com todo gás para fazer bonito na Baía que tão bem conhece. No handebol, Diogo Hubner, terá a missão de levar não apenas o nome da cidade, mas do Centro Educacional de Niterói, que tantos atletas já formou para o mundo, como Bruno Souza e Zeba.

(Colaboração: Pamela Souza)

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