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Hora de despachar os hermanos

Brasil e Argentin a convivem com críticas por parte da torcida. No entanto, o Brasil joga em casa e tem melhor ataque

Lucas Figueiredo/CBF

O Mineirão, em Belo Horizonte (MG), vai tremer. A Seleção Brasileira enfrenta a Argentina nesta terça-feira, às 21h30(de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), pelas semifinais da Copa América. Os canarinhos sofreram para eliminar nos pênaltis o Paraguai, após empate sem gols, nas quartas de final. Já os argentinos passaram sem grandes sustos pela Venezuela: 2 a 0.

Se a Argentina tem o melhor rendimento no último jogo, o Brasil leva vantagem por não perder há 14 anos pára o rival em jogos oficiais. As derrotas dos brasileiros neste período foram apenas em amistosos. São fatores que fazem todos esperarem um duelo muito equilibrado.

“Trata-se de um clássico muito equilibrado. A Seleção Brasileira entra em campo mais pressionada a ganhar pelo momento e principalmente pelo fato de jogar em casa, com o apoio da torcida. Mas não podemos nos iludir. Não vai ser nada fácil. É jogo para ser definido nos detalhes. Quem errar menos e quem aproveitar as poucas oportunidades que terá vai sair com a classificação e com a vitória”, disse o atacante Gabriel Jesus.

Os argentinos pensam de maneira parecida.

“É um grande clássico do futebol sul-americano e com certeza todos entrarão em campo muito motivados. Espero um duelo equilibrado e que a Argentina possa sair com a vitória”, disse o técnico Lionel Scaloni.

Outro fator que gera expectativa é o confronto entre Messi e o Brasil.

“É muito complicado enfrentar o Messi pois ele sempre tira algo da cartola para surpreender. É o melhor jogador que vi atuar e conheço ele dos confrontos pela Europa. Por mais que você estude, nunca vai entender a qualidade que tem e a diferença que ele pode fazer. Mas dessa vez é Brasil e Argentina e a nossa confiança também é grande. Esperamos fazer uma grande partida - disse o zagueiro Thiago Silva.

Em termos de escalação, o Brasil está indefinido. Com dores no adutor da coxa direita, o lateral-esquerdo Filipe Luís é dúvida. Se ele for vetado, Alex Sandro assume o posto. A boa notícia é o retorno do volante Casemiro, que cumpriu suspensão diante do Paraguai e reaparece, deixando Allan como opção no banco de reservas. 

Já pelo lado da Argentina, apesar de falar em possíveis mudanças, Scaloni vai manter a base que derrotou a Venezuela.

Caso a partida desta terça-feira terminar empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade, o classificado será conhecido nas cobranças de pênaltis. Quem passar vai fazer a finalíssima no domingo com o ganhador do empate entre Chile e Peru, que jogam na outra semifinal, nesta quarta-feira.
 

No duelo em 2016, o Brasil aplicou goleada de 3 a 0 sobre a Argentina

Lucas Figueiredo/CBF

 

Déjà vu: Brasil já goleou a Argentina no Mineirão


A Seleção Brasileira já sentiu o gostinho de enfrentar a Argentina estando sob o comando de Tite no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). O estádio será palco do duelo desta terça-feira pelas semifinais da Copa América, mas se tornou pesado por conta dos 7 a 1 sofridos para a Alemanha no Mundial de 2014. Foi em novembro do ano passado, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Os brasileiros ganharam com facilidade, por 3 a 0, dando mais um passo para a classificação, que seria confirmada em março deste ano.

Naquela ocasião, o Brasil entrou no gramado do Mineirão disposto a esquecer o amargo 7 a 1. E deu certo. No primeiro tempo a Seleção Brasileira já mostrou quem mandaria na partida e foi para o intervalo ganhando por 2 a 0, com gols de Philippe Coutinho e Neymar.

Na segunda etapa, o Brasil ampliou com Paulinho, em gol que ficou marcado pela calorosa comemoração de Tite.

Sem levar gol há oito jogos, Alisson chega para o confronto de semifinal da Copa América – a primeira vez que Brasil e Argentina se enfrentam em tal fase da competição internacional -, como um dos principais nomes dos comandados de Tite. No histórico contra os albicelestes, o arqueiro tem duas vitórias e um empate. Nas Eliminatórias para a Copa da Rússia, em 2015, igualdade por 1 a 1; no ano seguinte, com Alisson no gol, o Brasil venceu por 3 a 0, também no Mineirão; por fim, no ano passado, a Seleção de Tite triunfou por 1 a 0 contra os argentinos, pelo Superclássico das Américas.

A última vez que Alisson levou gol, por sua vez, foi no dia 4 de maio, quando o Liverpool venceu o Newcastle por 3 a 2. Desde então, 58 dias se passaram e, com três jogos pelos Reds e cinco pela Seleção, o arqueiro não teve o gol vazado.

 

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