Hora de subir no ranking dos médios

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O brasileiro Cézar Mutante derrotou o americano Nate Marquartd no UFC Nofolk, na sua última luta pelo Ultimate

Divulgação / UFC

Uma grande fase coroada com um triunfo sobre um atleta experiente que pode projetá-lo no ranking do UFC, gerando um duelo contra um compatriota e a busca pelo cinturão dos médios. Esta é o momento vivido pelo paulista Cézar Mutante após triunfo sobre o americano Nate Marquardt, por decisão dividida, no UFC Norfolk, na semana passada, em sua quarta vitória nas últimas cinco lutas.

Cézar utilizou na luta a estratégia de evitar a aproximação do rival, aproveitando-se de sua maior envergadura.

“O Nate é um cara muito duro, ex-campeão do extinto Strikeforce e que está no MMA há muito tempo. É um adversário muito perigoso, e consegui colocar minha estratégia em prática, conter o jogo dele e soltar o meu”, declarou.

O brasileiro avaliou ainda que o triunfo sobre o estadunidense pode lhe projetar no ranking dos médios do Ultimate.

“Espero estar logo no ranking, talvez vencendo mais uma eu entre no ranking top 15. Não é o meu objetivo agora, treino todo dia para ser o número 1, não o número 15. Na hora certa eu chegarei lá. É questão de tempo até eu conquistar meu objetivo principal, que é ser campeão da categoria”, destacou, completando.

“Sim, me sinto cada dia melhor e vivo o melhor momento da minha carreira. Quero lutar novamente o quanto antes, não tive nenhum trauma na última luta, então estou me sentindo muito bem”, completou.

As quatro vitórias nas últimas cinco lutas poderiam ser cinco triunfos consecutivos se os juízes não tivessem dado a vitória para o canadense Elias Theodoru, em decisão polêmica, em um duelo que para muitos especialistas o brasileiro somou mais pontos e golpes.

“Eu nem considero aquela luta como uma derrota, porque todos viram que eu ganhei, menos os juízes, infelizmente. A mídia do mundo inteiro sabe que fui injustiçado naquela luta, mas não fico mais pensando nisso. Agora olho para frente e quero um novo desafio para seguir evoluindo”, declarou.

Discípulo de Victor Belfort, que foi seu mentor no coemço da carreira, ele não gostou das provocações feitas pelo compatriota Paulo Borracinha ao veterano e criticou o atleta, fazendo com que muitos fãs projetassem um duelo entre os brasucas.

“Sim, tem tudo para acontecer. Acredito que os fãs querem ver essa luta, então acho que o UFC também quer ver. Eu estou preparado, agora só dependo dele e do evento. Se meu telefone tocar, assino o contrato na hora. Não só a falta de respeito para com o Vitor, mas quero dar uma surra nele pelo desrespeito dele com todos os lutadores, e por sua ingratidão. Só isso”, revelou.

Ela ainda avaliou a categoria dos médios e afirmou ter condições de bater o campeão Robert Whittaker.

“Com certeza! A categoria está cada vez mais acirrada, com muita gente boa competindo, mas tenho totais condições de bater qualquer um e me tornar campeão. É para isso que acordo cedo todos os dias e treino com toda a minha dedicação”, disse.

Por fim, ele não fez projeções de quando pretende disputar o cinturão.

“Vou luta a luta. Vejo com bons olhos a chance de lutar no Brasil em fevereiro, no card de Belém. Adoro lutar no meu país, sempre me dou muito bem lutando no Brasil, então pode ser que eu volte nesse card. Foi lutando no Brasil onde conquistei o TUF, uma lembrança muito importante para mim e para o MMA no país, porque o programa ajudou bastante na popularização do esporte. Degrau por degrau, chegarei até o cinturão”, encerrou.