NITERÓI/RJ
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Niteroiense dá show em mundial

Atleta, apesar da pouca idade, já conquistou diversos títulos na carreira. Neste final de semana, o título não veio, mas sim um honrado quinto lugar no mundial

Foto: Douglas Macedo/Arquivo

A skatista niteroiense Virgínia Fortes mostrou mais uma vez porque está sendo um dos nomes mais importantes no esporte brasileiro. Com apenas 12 anos, a atleta  ficou em 5º lugar, neste domingo, no Circuito Street League Skateboarding, que faz parte do Circuito Mundial de Skate Street. A competição aconteceu no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e contou com mais de 40 atletas de diversos países. O título ficou com a japonesa Aori Nishimura.

Virgínia teve um somatório de 23,40 pontos. Apesar da pontuação alta, a classificação pegou de surpresa até mesmo a atleta e o pai, Virgílio Fortes, que admitiu ter se surpreendido com a competição feita pela filha.

“Nós estamos comemorando até agora. Foi impressionante o que a Virgínia fez. Para ser sincero, nosso objetivo era terminar entre as 20 primeiras. A questão é que ela dificilmente erra, e quando está em um ótimo dia, dificilmente alguém segura, então ela está muito feliz”, contou o pai. 

Estar entre as cinco melhores do mundo foi uma caminhada despretensiosa, mas ao mesmo tempo corajosa da atleta. Nas eliminatórias, a jovem foi mostrando o seu valor em cada eliminatória. Das 40 atletas ficaram as 10 melhores. Dessas 10, sobraram oito para a grande final. Em todas as etapas, Virgínia elaborou um plano ousado.

“Ela arriscou tudo na primeira tentativa de cada volta. Isso acabou dando certo e o público vibrou bastante”, contou o pai da atleta.

Virgínia começou a dar as primeiras remadas aos 4 anos de idade, no Engenho do Mato, em Niterói. Desde então o talento da jovem passou a ser observado de perto.

“Eu comecei a andar de skate cedo, e onde eu morava tinha uma pista de skate bem próxima. Já costumava a andar dentro de casa, mas nunca havia encarado uma pista de verdade, então fui com meus pais para conhecer. Lá funciona uma escolinha de skate chamada “Wave Rock”, e o dono é amigo do meu pai. Minha mãe então sugeriu que eu participasse das aulas para ocupar minha mente, e foi assim que tudo começou. Logo de cara, meu professor, Igor Carvalho, falou que eu era muito boa e deveria continuar com o skate, e assim estou até hoje”.

Apesar dos esforços, a skatista – que integra a seleção brasileira, é tricampeã carioca e vice brasileira – ainda não tem o devido reconhecimento. Tanto que ainda sonha em ser federada em Niterói e assim conseguir melhor estrutura para seguir sonhando com uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

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