NITERÓI/RJ
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Viradouro mostra sua força

Paulo Barros, que desfilou em cima da Fênix, carregou uma faixa com a palavra "gratidão"

Foto: Douglas Macedo

Depois de 12 anos, a Unidos do Viradouro voltou a pisar na Sapucaí no Sábado das Campeãs. Segunda colocada no carnaval de 2019, a escola mostrou que o clima entre os componentes era de campeã. O carnavalesco Paulo Barros, que já teve o contrato renovado para o ano que vem, brilhou ao saudar o público de cima da Fênix, a ave mitológica que simboliza o renascimento da vermelho e branca de Niterói.

Quando a Viradouro se formou na concentração, o Setor 1 já entrou em festa, com bandeiras da escola e gritos de “a campeã voltou”. Entre os componentes e dirigentes, o clima era de total descontração, sem a pressão de jurados avaliando o desfile.

Sucesso no desfile oficial, Mestre Ciça, que também já tem contrato renovado para 2020, deixou a fantasia de Merlin em casa e optou por um terninho.

“Hoje eu deixei a fantasia e vim assim para curtir mais. Hoje é só alegria. A Viradouro é muito forte. Ela veio mostrar seu lugar, e veio para ficar”, garante Mestre Ciça.

Reinando há seis anos na Furacão Vermelho e Branco, Raissa Machado viveu a emoção de estar, pela primeira vez, como rainha num Desfile das Campeãs com a Viradouro.

“É uma emoção diferente, uma sensação de dever cumprido. E hoje é dia de viver esse momento que a gente tanto esperou. É um dia de muita alegria, muita energia, sem se preocupar com nada. A Viradouro lutou muito para estar aqui”, disse a rainha, que fez sucesso na Avenida vestida como Morgana.

Assim como no desfile oficial, no último domingo, a Comissão de Frente levantou as arquibancadas. Efeitos não faltaram, com muita fumaça de hidrogênio para gerar transformações, como a dos príncipes virando sapos.

As bruxas, que apareciam em diversos setores durante o desfile, foram a grande sensação. Com maquiagens realistas, elas encantaram a Sapucaí. Na segunda alegoria, elas voavam sobre suas vassouras, em uma máquina feita exclusivamente para o desfile da Viradouro. Teias compradas por Paulo Barros em uma viagem aos Estados Unidos também ornamentavam o carro.

A Ala das Baianas, em tons de roxo, vinha como a poção mágica, para ferver a Passarela do Samba e tornar a festa inesquecível. Seres encantados, como fadas madrinhas, príncipes, princesas, gato de botas e medusa transformaram a Marquês de Sapucaí em um livro aberto.

Olhares atentos das arquibancadas aguardavam uma das alegorias que mais impressionaram durante o desfile da Viradouro: a do Motoqueiro Fantasma. E ao fazer a curva do Setor 1, gritos de emoção não faltaram. Soltando fogo pela motocicleta, o personagem, que é do Globo da Morte, desceu pela enorme rampa, invadindo as alas e a pista da Avenida.

Comemorando o desfile, e ressaltando o potencial para ocupar o 1º lugar, Paulo Barros veio agradecendo ao público na última alegoria. Em cima da Fênix, o carro que mais simbolizava o momento que a escola vive, o carnavalesco veio saudando o público e agradecendo à família Viradouro, carregando uma faixa, que tinha escrita a palavra “gratidão”. A Viradouro saiu da Avenida aos gritos de "é campeã".


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