Delegacia especializada intensifica monitoramento em redes sociais

Polícia
Tpografia
  • Mínimo Pequeno Médio Grande Gigante
  • Fonte Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)

Foto: Divulgação

À frente da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), a delegada-titular Daniela Terra tem atuado, juntamente com sua equipe, para punir os crimes de informática. A policial civil conversou com o D.O Notícias sobre o trabalho realizado na unidade, que tem um setor formado por técnicos especializados no tema e fica localizada na Cidade da Polícia, no Jacarezinho.
 
De acordo com Daniela, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática foi criada justamente pela necessidade de controlar os crimes de internet.

A tecnologia foi avançando, temos hoje as redes sociais, uma rede globalizada. Os delitos mais comuns são os ofensas pelas  redes sociais, sejam crimes contra a honra ou de injúria por preconceito (cor e credo). Infelizmente, também encontramos muitos casos de pedofilia. Há ainda casos de perfis falsos para conseguir fotos de crianças, além de fraudes e extorsões. Estes são os crimes mais notificados na delegacia", explica.
 
Ainda segundo Daniela, o crime de extorsão pela internet é um dos  que mais acontecem.

"Sempre ocorreu, mas atualmente houve um crescimento deste tipo de situação criminosa. Isso se deve porque hoje as pessoas têm mais acesso a estas plataformas de rede. A extorsão acontece quando alguém é chantageado e acaba dando dinheiro ou realizando alguma ação solicitada pelo criminoso. Por isso, é preciso ter muito cuidado na internet", conta.

Recentemente muitos artistas têm sofrido com ataques na internet, principalmente com questões relacionadas ao racismo. Sobre a questão, a delegada explica que os danos para as vítimas são grandes.

"Muitos artistas têm sido alvos de haters. Os chamados haters são aquelas pessoas que se reúnem na internet e formam comunidades com o objetivo único de manter um discurso de ódio. Na grande maioria das vezes são menores de idade. Eles resolvem, por exemplo, atacar a funpage do artista X ou Y num determinado dia e horário.  A ação destas pessoas acaba sendo propagada no ambiente virtual e traz muitos danos para as vítimas. É preciso que as pessoas tomem cuidado nas redes sociais. Sempre digo que antes de se expor é preciso pensar nas consequências deste ato. Gosto de dar sempre um exemplo: quando você vai pegar um empréstimo no banco, a instituição pede seus documentos e averigua as informações relativas a você. Na internet, você não sabe quem está ali, se a pessoa produziu um perfil falso e se está falando a verdade", diz.
 
As denúncias podem ser encaminhadas para a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). O órgão foi criado pela Polícia Civil para ampliar a comunicação entre a instituição e a sociedade, sendo possível fazer denúncias, sugestões, reclamações, elogios ou mesmo, tirar dúvidas. O serviço está disponível 24 horas e 7 dias por semana pelos telefones  (21) 2334-8823 e (21) 2334-8835 e pelo chat https://cacpcerj.pcivil.rj.gov.br/.  A CAC faz o contato com as unidades e encaminha as denúncias.