NITERÓI/RJ
Min:   Max:

Dinheiro desviado era aplicado em operadora de planos de saúde em Niterói

A Secretaria de Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta segunda-feira (15), em ação simultânea no Rio de Janeiro e São Paulo, a “Operação Pégaso”, que após investigações desenvolvidas pela 78ª DP (Fonseca), descobriu atuação de uma organização criminosa que lavava dinheiro oriundo de recursos desviados da saúde pública. O desvio era feito em pelo menos quatro cidades do interior do estado de São Paulo e os recursos foram investidos na compra da operadora de Planos de Saúde Medical Rio, empresa com abrangência nacional sediada em Niterói/RJ. 

A ação policial, desencadeada em Niterói e nas cidades paulistas de São José dos Campos, Mairiporã, Jandira, Jundiaí, Osasco e na capital paulista, conta com o apoio de mais de sessenta agentes das Delegacias do Fonseca (78ª DP), Resende (89ª DP), Centro (76ª DP), Icaraí (77ª DP), Jurujuba (79ª DP), Itaipu (81ª DP) e de Policiais Civis paulistas do DECADE (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas) e da Seccional de São José dos Campos.  

Na primeira fase da Operação Pégaso, ainda não divulgada diante da possibilidade de fuga dos alvos da operação de hoje, uma ação conjunta dos policiais civis da 78ª DP (Fonseca) e da seccional de São José dos Campos prendeu o Patologista Clínico Luiz Teixeira da Silva Junior (39) e sua esposa Liliane Bernardo Rios da Silva (37). O casal estava hospedado em um luxuoso apart hotel na cidade de São José dos Campos, no interior paulista. Ambos eram procurados pela Polícia Federal, acusados de desvios de mais de 20 milhões de reais da saúde pública dos municípios de Cajamar, São Roque, Barueri e Campo Limpo, todos no interior do estado de São Paulo. 

De acordo com as investigações da delegacia do Fonseca, Luiz e Liliane, utilizaram a FENAESC (Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias), uma Organização Social que administrava diversos hospitais no interior paulista, onde o casal ocupava cargos de direção, para desviar a quantia milionária que foi investida na compra da Operadora de Planos de Saúde em Niterói. Os agentes descobriram que para ocultar a real titularidade da transação financeira o casal utilizou a empregada doméstica e o motorista da família como laranjas. 

Modernas técnicas de investigação possibilitaram que os policiais da delegacia do Fonseca descobrissem, também, que Luiz fazia constantes retiradas de dinheiro da empresa MEDICAL RIO utilizando emissão de notas fiscais frias de prestação de serviços, em benefício da empresa de fachada Pratice Administradora de Cartões LTDA, sediada em Mairiporã, no endereço da associação comercial da cidade. Tais operações fictícias tinham como propósito promover o retorno do dinheiro para Luiz, distanciando-o da origem criminosa. 

Andreia de Lima Pereira (48), Diretora Financeira da MEDICAL RIO, foi presa em um prédio de alto padrão em Icaraí, bairro nobre da cidade de Niterói. Em Itaipu, na mesma cidade, os policiais prenderam a Gerente Comercial da empresa, Ana Claudia de Assis Toledo (46).  

Em São Paulo foram presos Carlos Celestino Pacheco da Silva, ex-funcionário da Agencia Nacional de Saúde (ANS), preso em Jundiaí; o bacharel em medicina Marcos da Silva Barros (44), preso em Mairiporã; o casal Douglas Fernando de Moura Silva (29) e Tamires Silva Costa de Moura (29), em Osasco, e Maria Ires da Costa Alves (33) foi presa na mansão do casal Luiz e Liliane, no bairro Morumbi. Maria Ires, que trabalha como empregada doméstica do casal Luiz e Liliane, e Douglas, o motorista da família, figuravam como proprietários da empresa MEDICAL RIO e ganhavam um pró-labore para servirem de laranjas na empresa MEDICAL RIO. 

Na ação desta segunda-feira, os agentes fazem ainda o levantamento do patrimônio dos envolvidos no esquema criminoso para identificar os bens adquiridos com dinheiro de origem ilícita e embasar posterior sequestro judicial dos recursos. 

Scroll To Top