NITERÓI/RJ
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Mais cinco corpos em cemitério clandestino

Agentes da DH encontram mais corpos em cemitério clandestino

Foto: Divulgação PCERJ

Agentes da Força-Tarefa da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói localizaram, nesta quarta-feira (10), mais cinco corpos e outros restos mortais em um cemitério clandestino no bairro Visconde, na Zona Rural de Itaboraí, que era usado pelo grupo paramilitar que atua na cidade da Região Metropolitana. Segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Publico do Rio de Janeiro, mais de 100 mortes são atribuídas ao bando que é chefiado pelo ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.   

As buscas pelos corpos começaram logo pela manhã. Para retirada dos cadáveres foi preciso o uso de uma retroescavadeira. Na sexta-feira da semana passada a polícia encontrou doze corpos e restos mortais no mesmo local.   

A milícia que atua em Itaboraí é investigada desde o início do ano passado. Na última quinta-feira o grupo foi alvo da Operação Salvator, que resultou na prisão de 50 suspeitos de integrar o bando. Entre os presos, estava o policial militar da ativa Fábio Nascimento de Souza, o China, apontado pelas investigações como braço direito de Orlando Curicica.   

No sábado, agentes da DH prenderam Osmar da Silva Gomes, conhecido como Thirso. Ele é apontado pela polícia como uma das lideranças da milícia em Itaboraí e, segundo investigações, mais de 50 mortes estão atribuídas a ele.  

Na segunda-feira (9) os agentes da Força-Tarefa da DH informaram que encontraram armas numa casa que era usada por Thirso. Entre o armamento apreendido estava um fuzil calibre 556 e uma escopeta calibre 12. A polícia mandou as armas para análise e irá investigar se elas foram usadas na chacina que ocorreu no dia 20 de janeiro deste ano em Marambaia, Itaboraí, quando 10 pessoas foram mortas.    

Entre os envolvidos com o grupo paramilitar, ainda segundo as investigações, estaria o ex-PM Alexandre Louback Geminiani, o Playboy. De acordo com a polícia, ele pulou do quarto andar de um prédio no Centro de Itaboraí, durante Operação Salvator que fez buscas em seu imóvel. Louback é foragido da Justiça e o Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à captura dele.   

Para a Polícia Civil e o Ministério Público a milícia de Itaboraí ganhou força com a retomada das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Nas investigações a polícia conseguiu identificar que o grupo cobrava taxas para que empresas pudessem funcionar na cidade. Além disso, a milícia passou a explorar os serviços de entrega de gás e distribuição de tv clandestina (gatonet). Segundo as investigações, o grupo tinha uma renda de cerca de R$ 500 mil mensais.  



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