NITERÓI/RJ
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PF cumpre mandados em Niterói

A Polícia Federal cumpre um mandado de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Icaraí, Zona Sul de Niterói, na manhã desta quarta-feira (5). A ação faz parte da Operação Sem Limites, a 57ª fase da Operação Lava Jato. Atuando nos estados do Rio de Janeiro e Paraná, equipes compostas por 190 policiais federais cumprem um total de 37 ordens judiciais.

Na capital do Rio são 22 mandados de busca e apreensão além de 10 mandados de prisão preventiva. Em Petrópolis, Região Serrana do Rio, são dos mandados de busca e apreensão. Já em Curitiba, no Paraná, está sendo cumprido apenas um mandado de busca e apreensão. Além disso foram expedidas ordens de sequestros de imóveis, a indisponibilidades de contas bancárias de investigados, bem como o bloqueio de valores até o limite dos prejuízos identificados até o momento.

Nesta fase da investigação policial foi possível delinear a existência de organização criminosa estruturada e atuante no sentido de lesar a Petrobras, especialmente em sua área de trading, onde são realizados os negócios de compra e venda de petróleo e derivados para ou da Petrobras por empresas estrangeiras.

Os presos serão levados para Curitiba, onde responderão por crimes como o de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de dinheiro na 13ª Vara Federal de Curitiba. 

Segundo a polícia, as investigações indicam a existência de uma organização criminosa que lesou a Petrobras na área de compra e venda de petróleo e derivados por ou para empresas estrangeiras. O esquema teria operado até meados de 2014, com o envolvimento de funcionários da estatal.

O grupo agia para garantir vantagens indevidas a executivos e ganhos acima dos praticados pelo mercado às empresas envolvidas, que também teriam realizado negócios irregulares de locação de tanques de armazenagens. 

A Polícia Federal detalhou que as operações de compra e venda de petróleo e derivados eram de responsabilidade da Diretoria de Abastecimento, mas não necessitavam de aprovação prévia da diretoria para ocorrer. 

"Circunstância que facilitava sobremaneira a pulverização dos esquemas ilícitos nas mãos de diversos funcionários de menor escalão, vinculados à Diretoria de Abastecimento, e que exerciam suas funções tanto no Brasil quanto nos escritórios da Petrobras no exterior", diz a nota da PF, acrescentando que esses funcionários usavam variações ínfimas nas operações para produzir um montante de recursos ao longo do tempo.

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