NITERÓI/RJ
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DH faz nova ação contra milícia

Segundo a polícia, fuzil e outras armas, além das roupas camufladas, estavam na residência de um suspeito

Lucas Benevides

Agentes da Força-Tarefa da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói apreenderam, na tarde desta terça-feira (9), armas, munições e roupas camufladas que eram usadas pelo grupo paramilitar que atua na cidade de Itaboraí, na Região Metropolitana. Entre os armamentos apreendidos estava uma espingarda calibre 12 que a polícia acredita tenha sido usada na chacina que ocorreu no município, no dia 20 de janeiro deste ano, que resultou na morte de 10 pessoas, no bairro Marambaia. 

O material apreendido foi encontrado no bairro do Sossego, na região central da cidade, numa casa usada por Osmar da Silva Gomes, conhecido como Thirso, preso no último sábado (6). Ele é apontado pela polícia como uma das lideranças da milícia em Itaboraí e, segundo investigações, mais de 50 mortes estão atribuídas a ele.

Os policiais informaram ter encontrado na casa de Thirso, além da espingarda, um fuzil calibre 556, duas pistolas calibres nove milímetros, um revólver calibre 38, munições e carregadores de fuzis e pistolas e um extensor de kit rajada, além das roupas camufladas. 

A ação, segundo a DH, faz parte da Operação Salvator, realizada na última quinta-feira, que investiga milicianos que seriam liderados pelo ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica. Mais de quarenta pessoas ligadas à milícia foram presas durante a operação. De acordo com a polícia, mais de cem mortes em Itaboraí são atribuídas à milícia comandada de Orlando Curicica.

Na sexta-feira (7), agentes da DH encontraram um cemitério clandestino no bairro Visconde, Zona Rural de Itaboraí. Doze corpos e alguns restos mortais foram encontrados no local. 

No último sábado, o Portal Procurados do Disque-Denúncia divulgou cartaz com a foto do ex-policial militar Alexandre Louback Geminiani, que segue foragido. Louback, segundo a polícia, teria pulado do 4º andar de um prédio no Centro de Itaboraí, para escapar da operação da DH. O Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 2 mil por informações que levem ao paradeiro dele. 

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