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Explosão destrói casa e fere três no Engenho do Roçado

Residência ficou completamente destruída

Foto: Divulgação

Uma explosão deixou três pessoas gravemente feridas na tarde do último domingo, em uma casa na Rua Renilda da Silva Carvalho, no bairro Engenho do Roçado, em São Gonçalo. O atentado teria sido realizado por traficantes locais. A casa tinha sido vendida há três semanas para as vítimas e anteriormente pertencia à família de um policial militar que havia deixado o imóvel há um ano, por conta da expansão do tráfico de drogas na região. Grande parte do imóvel ficou totalmente destruída. O caso foi registrado na 75ª DP (Rio do Ouro) que investiga o caso.

Um homem de 19 anos e uma mulher, de 20, estão entre as vítimas. Eles e a mãe da jovem, de 48 anos, ficaram gravemente feridos no ataque e foram levados pelos bombeiros para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. Eles estão internados no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva da unidade. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o estado de saúde deles é considerado gravíssimo.

Inicialmente os policiais foram acionados para um caso de incêndio e, quando chegaram ao local, encontraram a casa destruída, com marcas de sangue e um forte cheiro de pólvora.

De acordo com o policial militar que morava no imóvel, ele se mudou do local há um ano, após traficantes locais terem o abordado na desconfiança de que ele fosse policial.

“Foi no dia 12 de outubro, eu estava chegando em casa quando quatro criminosos armados, um deles de fuzil, me abordaram. A minha arma não estava comigo, graças a Deus e eu senti que eles ficaram desconfiados. Eles pediram água e depois que eu entrei percebi que eles ainda estavam rondando minha casa. Foi aí que pedi reforço ao batalhão de São Gonçalo e consegui sair de lá no mesmo dia. Acredito que depois disso, eles acabaram descobrindo que eu era policial”, contou o agente.

Ainda de acordo com o PM, a mudança foi feita com escolta policial e depois disso ele soube que o imóvel havia sido tomado pelo tráfico.

“Fiquei sabendo que criminosos da comunidade da Linha, que fica próximo de onde morei, acabaram se instalando no local. A residência foi invadida por bandidos que utilizaram a casa como ponto de venda de drogas. Há quatro meses aconteceu uma operação por lá, e dois criminosos foram mortos. Depois disso, a residência foi limpa e colocada à venda. A negociação ainda era tão recente que nem mesmo a transferência no cartório havia sido realizada. O casal que comprou era conhecido dos meus pais e também morava na região. Eles até sabiam o que tinha ocorrido comigo, mas ninguém poderia imaginar que algo assim fosse acontecer. Até porque eles não tinham nenhuma ligação com a minha família”, contou o policial.
 
Explosão - De acordo com o policial militar, seus ex-vizinhos relataram que escutaram um estrondo muito forte.

“O que fizeram foi um atentado terrorista, e mostra a ousadia com que esses criminosos estão agindo. Estou com um sentimento de impotência em saber que estou vivendo escondido pelo fato de ser policial militar. O estado deveria dar uma resposta à altura, e se isso passar em branco é a mesma coisa de dizer que o estado está inerte. Eu e a minha família estamos muito tristes com todo o acontecido. Eu havia falado com uma das vítimas, horas antes e eles estavam muito animados com a mudança. Inclusive no domingo estavam lá para limpar a residência”, relatou.

De acordo com o policial, a perícia que foi feita no local apontou inicialmente que o artefato explodiu dentro de um cômodo da residência.

“Ainda não sabemos de fato qual explosivo eles usaram e nem o porquê de fazerem isso. De repente, como viram alguma movimentação na residência, podem ter pensado que eu e a minha família iríamos voltar, não sabemos. Só as investigações da Polícia Civil para dizer. Voltar ali naquele lugar e ver destruído tudo o que meus pais construíram com muito esforço durante 20 anos, é muito triste. Nós perdemos nosso imóvel, pagamos aluguel até hoje”, desabafou.  


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