Muita expectativa no Planalto

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A espera pelo presidente Jair Bolsonaro deixou ansiosos os convidados que ocupavam o Salão Nobre do Palácio do Planalto. Um dos filhos do presidente, Eduardo Bolsonaro, deputado federal campeão de votos pelo PSL de São Paulo, era requisitado para tirar fotos. Já sua colega de bancada Joyce Hasselmann (SP) fazia vídeos com seu celular. Ela fez vídeos sozinha e com o governador eleito de São Paulo, João Dória.

Animados, os convidados aplaudiam e vibravam a cada gesto do novo presidente, transmitido em um telão instalado no segundo andar. O constante senta e levanta se assemelhava a uma coreografia, protagonizada por centenas de homens de terno e gravata e mulheres com vestidos de festa, joias e penteados.

Foi nesse clima descontraído que o presidente Michel Temer deixou sua sala no 3º andar, sob aplausos dos cerca de 480 presentes. Ele estava acompanhado de sua esposa, Marcela Temer, e de vários de seus ministros. Temer usava a faixa presidencial em público pela primeira vez. 

A discrição da chegada de Temer contrastou com a explosão de euforia na chegada de Bolsonaro. Sob os gritos de “mito”, ele entrou pela primeira vez no Palácio do Planalto como presidente da República. Após passar a faixa a seu sucessor, o agora ex-presidente deixou, discretamente, o Palácio do Planalto pela última vez.

O início do governo Jair Bolsonaro, marcado pelo discurso no parlatório, foi muito celebrado no Salão Nobre. Assim como os milhares de populares na rua, o público no Palácio do Planalto se manifestou por vários momentos do discurso do presidente eleito. Vibrou com o beijo da primeira-dama no presidente e engrossou, em uníssono, o coro que vinha das ruas: “eu vim de graça”.

Após o discurso, vários convidados foram embora, mas a maioria continuou para prestigiar a posse dos ministros. Aplaudidos como celebridades, Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Paulo Guedes (Economia) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) se destacaram entre os empossados. Foram os últimos aplausos acalorados em uma tarde de festa e comemoração naquele que, a partir de hoje será o quartel-general do governo de Jair Bolsonaro. 

Os 22 ministros que tomaram posse ontem assumem hoje, em diferentes horários, o comando das pastas que comporão a Esplanada dos Ministérios. Nomes que dividirão os andares do Palácio do Planalto, mantendo relações mais diretas com o presidente, serão os primeiros a ocupar postos. As primeiras transmissões de cargos marcadas para as 9h serão, conjuntamente, dos novos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

Sergio Moro assumirá a Justiça e Segurança Pública também pela manhã. Ainda pela manhã, Marcos Pontes recebe o bastão das áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e do atual Ministério das Comunicações na Esplanada e o almirante Bento Costa e Lima, o de Minas e Energia. 

A primeira mulher confirmada para o primeiro escalão de Bolsonaro, Tereza Cristina, assume a Agricultura. No período da tarde, ocorrem as transmissões de cargo de ministro da Cidadania e Ação Social para Osmar Terra e da Saúde para Luiz Mandetta.

Três dos atuais ministros do governo Temer repassam suas atribuições a Paulo Guedes às 15h. O futuro Ministério da Economia abarcará funções que eram divididas entre Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) e Marcos Jorge (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

A partir das 16h, assumem ainda Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), general Fernando Azevedo (Defesa), Ricardo Vélez Rodriguez (Educação), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

No fim do dia, o diplomata Ernesto Araújo toma posse na sede do Ministério de Relações Exteriores.