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Ascensão meteórica

Escritora niteroiense FML Pepper – pseudônimo pelo qual é conhecida – é autora da saga de ficção “Não pare!”

Foto: Lucas Benevides

A escritora niteroiense FML Pepper – pseudônimo pelo qual é conhecida – é autora da saga de ficção “Não pare!”, que terá o quarto livro lançado no mês que vem na Bienal Internacional de São Paulo, intitulado “Máscaras – Histórias da Trilogia Não Pare!”. A saga foi um dos primeiros fenômenos editoriais da autopublicação no Brasil pela Amazon, com mais de 3 milhões de leituras no Kindle Unlimited (Amazon) – aparelho para a leitura de eBooks.

Quando e como você se descobriu escritora?
Para falar a verdade, talvez por ser dentista atuante e amar essa profissão que abracei há tantos anos, ainda não me considero uma “escritora” para valer. Acho que estou mais para alguém que ama escrever e escreve com paixão. Mas, em termos exatos, minha entrada no universo literário aconteceu quando descobri que estava grávida e meu médico informou que se tratava de uma gravidez de alto risco e que eu teria que ficar os nove meses de cama. Workaholic assumida, de início quase entrei em depressão e, para “matar” o tempo, comecei a ler. Mas ler muuuuuito mesmo. Foram mais de cem livros em um único ano! Só que depois que os livros eram finalizados, algumas histórias continuaram martelando em minha mente e, para não me afastar dos meus personagens queridos, resolvi escrever e fazer finais alternativos. Publiquei de forma independente, entreguei minha alma nas mãos dos leitores que se, para me deixar ainda mais boquiaberta, também se apaixonaram pelos meus mundos fantásticos, se tornaram amigos e, quando vi, estava aqui, toda feliz e dando essa entrevista para O FLU!

Além de uma vocação, ser escritor também é uma profissão. Você encara com rigor a arte de escrever ou segue o fluxo de inspirações?
Mais ou menos, e um misto disso tudo! Como disse anteriormente, sou dentista atuante, e, em virtude da minha agenda complicadíssima, meu processo de produção acaba sendo um pouco diferente de um escritor em tempo integral. Preciso me adaptar e fazer render o escasso tempo que possuo para me dedicar à escrita e, por isso, apesar de adorar deixar as inspirações brotarem livremente, nem sempre é o que acontece. Sendo assim, controlo as rédeas e as conduzo com rigor e muita disciplina – em dias e horários definidos – organizando minha rotina para que meu tempo útil seja o mais produtivo possível, ainda que pequeno.


A saga foi um dos primeiros fenômenos editoriais da autopublicação no Brasil pela Amazon, com mais de 3 milhões de leituras no Kindle Unlimited (Amazon)

Foto: Divulgação

Seu mais recente livro é o “Máscaras – Histórias da Trilogia NÃO PARE!”. Desde a primeira edição da saga, já foram mais de 60 mil exemplares e 66 mil e-books vendidos. A que você acha que se deve esse fenômeno editorial?
Acredito verdadeiramente que o motivo do sucesso de vendas seja a originalidade da história da garota que se apaixona pela própria “morte”. Mais do que isso até. A trilogia Não Pare! talvez tenha tocado no coração dos leitores porque, em meio às aventuras de Nina, ao romance impossível e às incríveis reviravoltas, a história foca no mundo interior, no universo de dúvidas que paira dentro de cada um de nós, jovens ou não. Os principais questionamentos existentes na trama são aqueles que atormentam a alma humana desde o início dos tempos. Tendo como pano de fundo o gênero fantasia YA, a protagonista trava uma árdua batalha com o mundo exterior e consigo mesma no que se diz ao entendimento e aceitação de sentimentos tão complexos como o amor, a raiva, a cobiça, a inveja, a traição e, em especial, o perdão. 

Você fará o lançamento na Bienal Internacional de São Paulo, nos dias 4 e 12 do mês que vem. Como surgiu o convite?
Os eventos de lançamento foram estabelecidos pela Editora Valentina em parceria com The Gift Box e organizadores da própria Bienal do Livro de SP.

Qual a sua visão da produção literária de ficção no Brasil atualmente?
Muito otimista! Apesar da crise econômica, o brasileiro está lendo mais. Essa leva de novos leitores ávidos por conhecimento e por explorar mundos novos não vem, entretanto, contaminada pelo preconceito como suas gerações anteriores. Eles estão lendo mais autores nacionais! Isso faz a roda girar, ou seja, mais leitores significa dizer uma maior demanda por mais livros e, consequentemente, dar oportunidades para uma gama de escritores de todos os gêneros e vozes. E isso é simplesmente sensacional! 



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