Estilo é o principal

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Mineiro, o stylist Rodrigo Coelho adotou o ar urbano e tropical de quem mora perto da praia. Para ele, o estilo está diretamente ligado ao local onde vive

Foto: Divulgação

Coco Chanel dizia que “a moda sai de moda, o estilo jamais”, estabelecendo uma diferença entre a moda e o estilo. Enquanto o primeiro termo diz respeito à vestimenta, o segundo é uma característica do indivíduo e a forma como ele se porta perante à sociedade. Se antes o público masculino via o guarda-roupa como “supérfluo”, hoje ele usa cada vez mais suas roupas para se expressar e deixar sua marca por onde passa.

O estudante de moda Rayan Marchessi explica que sempre pesquisou sobre o mundo fashion e que busca levar sua personalidade em peças compradas ou customizadas.

“Sempre tive um estilo de vida bastante over, excêntrico. Foi isso que me influenciou a fazer moda. Hoje se quero uma peça, eu mesmo faço. Sou uma pessoa que se veste de forma muito fluída, quanto mais movimento tiver meu look, melhor. Considero que o meu estilo é o ‘empoderamento over’: eu visto short curto sim! Vou para rua com short curto sim! E se não me afeta, por que vai afetar os outros?”, conta o estudante, que se inspira em “it-boys” como Caio Braz.
Rayan revela que mesmo quando usa looks básicos é elogiado pelos amigos.

“Às vezes eu uso uma t-shirt e calça jeans e as pessoas me acham estiloso. Para mim, estilo é mais a maneira como a pessoa se porta. Nesse sentido, sim, eu sou estiloso”, reconhece.

O stylist mineiro Rodrigo Coelho, que atualmente mora em Niterói, diz que seu estilo é um reflexo da cidade onde mora. Rodrigo mistura o urbano e o tropical em seu look, com muitos acessórios e roupas mais clássicas ele deixa sua marca pela sua aparência.

“O que mais transmite essa característica minha de estilo é a cidade. Quando as pessoas me procuram para um trabalho, elas enxergam um pouco da cidade que eu vivo, do Rio, e Niterói. Minha maior inspiração é o meu local. Eu gosto do clássico, mas sempre tenho um toque de humor”, revela. 

Independente do estilo, o homem moderno que vive na cidade grande também precisa se adaptar às várias situações: seja no trabalho, na rua, na praia ou em festas, sem perder a sua personalidade. O analista financeiro Marcelo Espíndola conta que não pesquisa sobre moda, e que é mais influenciado pelas pessoas ao seu redor e também pelo que aprende em viagens internacionais, principalmente para os Estados Unidos. 

“Me considero moderno e despojado, trabalho em diversas festas e estou sempre me adaptando ao ambiente, vou da camisa e jeans ao terno. Nas horas livres, como sou apaixonado por praia, prefiro ficar mais à vontade”.

Já o artista urbano e DJ Anderson Felipe diz que não se importa muito com o que está na moda e procura usar o seu vestuário para expressar a sua individualidade.  
“Eu não faço nenhum tipo de pesquisa sobre moda. Desde quando comecei minha pré-adolescência, sempre tive uma ideia de me vestir de forma diferente. Eu não busco estar na moda, sempre procuro o que foge do normal de algum brechó e peças únicas. Meu estilo é apenas a necessidade de ser diferente, e ele acaba refletindo a minha personalidade”, finaliza.

Bom negócios

De acordo com o Sebrae, o segmento de moda masculina no Brasil vai de vento em popa. Estilos à parte, movimenta cerca de US$ 23 bilhões para o País, colocando o Brasil em primeiro lugar no mercado de vestuário da América do Sul. Entre os anos de 2007 e 2012, o setor cresceu 44%, o que confirma a tendência de maior interesse dos homens na aquisição de peças de vestuário.