![]()
integrantes da Atlética de Artes e Comunicação Social da UFF comemoram conquistas sobre outras equipes
Foto: Divulgação
A vida universitária vem ultrapassando a sala de aula. Atualmente, a passagem pela experiência acadêmica de ensino superior está cada vez mais ligada às chamadas atléticas, atividades estudantis para prática de atividades físicas. Para completar o time, vem crescendo também os universitários que se reúnem em equipes de torcida que vão desde a bateria até as cheerleaders.
Aos 25 anos, o estudante de Engenharia de Produção Anderson Portella é um dos integrantes da bateria Dragões da UFF (Universidade Federal Fluminense), equipe tricampeã dos Jogos Integrados de Engenharia. Anderson conta que conheceu a bateria durante uma “calourada”.
“Chegando na faculdade, ouvi a bateria tocando em uma praça bem próxima, e fui ver o que estava acontecendo. Eu sempre gostei de música, sou músico há 12 anos, e tinha uma morena que eu pensei... Ah, vou entrar para a bateria. Estou há um ano com a bateria. Para mim não tem nada melhor nos jogos de Engenharia, que ouvir a torcida inteira cantando com a gente. Arrepia. E dentro da bateria criamos uma nova família, novos irmãos. A gente vai fazendo beatbox, no ônibus, cada um do seu instrumento até chegar ao local dos jogos”, conta entusiasmado.
Criada com o objetivo de estimular os atletas e motivá-los durante os campeonatos, a bateria Leões da UFF é formada por alunos do curso de Medicina da instituição. Atualmente, a equipe conta até com um mestre de bateria, que ensina aos universitários mais sobre a arte da percussão.
“Todo início de período, o nosso diretório acadêmico faz um acolhimento para os calouros, com palestras tendo temas que vão desde como é a faculdade até os esportes, e nós aproveitamos esse espaço para fazer um convite para aqueles que quiserem comparecer aos ensaios e ver como funciona”, explica um dos diretores da bateria, Rennan Castro, de 20 anos.
Aliás, foi assim que Rennan chegou à Leões da UFF. Convidado ainda como calouro para o primeiro ensaio, foi tomando gosto e hoje é vocalista e um dos diretores musicais da bateria. Além dos instrumentos de percussão e de vocalistas, a equipe conta com um guitarrista, um cavaquista e um saxofonista.
“São vários os momentos inesquecíveis. A primeira chopada como vocalista, assistir ao primeiro show da bateria e ficar deslumbrado. Mas acho que o mais marcante até hoje foi ajudar nossos atletas a puxar o cabo de guerra contra o time da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ver a UFF ser campeã geral das Olimpíadas Regionais dos Estudantes de Medicina (Orem) pela primeira vez”, lembra Rennan.
Além das equipes de bateria, uma das atividades que mais cresce na UFF é o cheerleading. Prática comum nos Estados Unidos, a arte de ser líder de torcida vem ganhando espaço dentro das universidades brasileiras. A Atlética de Artes e Comunicação Social da UFF, por exemplo, já tem sua primeira equipe de cheerleaders. A diretora da torcida Carolina Dellivenneri, de 22 anos, conta que a iniciativa veio depois dos primeiros Jogos de Universitários de Comunicação Social (Jucs), em 2012.
“No primeiro Jucs, nós fomos completamente despreparados. E quem participou sentiu a necessidade de voltar em 2013, com uma equipe mais preparada. Eu sempre quis criar uma equipe de cheerleader, e vi ali a chance de participar de uma equipe nesse estilo”, conta a universitária, que até 2015 foi cheerleader, mas esse ano assumiu a função de organizar a equipe.
Carolina aponta a vitória na semifinal do futebol de campo contra a PUC-Rio, no ano passado, como um dos momentos mais marcantes em sua trajetória como cheerleader.
“Para mim estar na torcida é sempre mágico, a energia é muito contagiante, o que me faz querer pular até o quarto dia de evento sem ficar cansada e gritar até perder a voz. Então, toda vez que eu boto a roupa de 'cheer' e estou no meio daquela gente vestida de preto e rosa é incrível. Ter conquistado o título de melhor torcida pela primeira vez é, sim, uma lembrança que vou ter para sempre, e um dos melhores momentos da minha vida na faculdade”, revela Carolina.
As cheerleaders do curso de Economia da UFF têm pouco tempo de história. O grupo completa um ano em abril. “Ano passado foi um ano muito forte para a Atlética de Economia como um todo, porque foi quando começamos a ganhar mais força dentro do curso. Como a Atlética estava ganhando esse espaço, resolvemos montar a equipe de cheerleader e buscamos o treinador. E tudo somos nós que decidimos juntas”, orgulha-se.
Para 2016, a equipe está focada em eventos como os Jogos Econômicos e o Super 15, no qual atléticas de cursos e faculdades diferentes disputam em diversas categorias. Recrutar meninas através de seleções ainda é algo que o grupo projeta mais para o futuro.
“A gente tem um grupo de meninas que está desde o começo na equipe. E nós somos bem abertos, até porque ainda estamos no começo. O processo de recrutar é bem natural. Quando a gente ganhar força, vamos poder fazer seleções. Mas agora ainda estamos na base do convite mesmo”, conclui.
Universitários e Atléticos
Tpografia
- Mínimo Pequeno Médio Grande Gigante
- Fonte Padrão Helvetica Segoe Georgia Times
- Modo Leitura