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Bombeiros ajudam no transporte de órgãos para transplantes no RJ

Equipes acompanham o transporte de órgãos por helicóptero: rapidez é fundamental

Divulgação/Palácio Guanabara

O Programa Estadual de Transplantes (PET) da Secretaria de Estado de Saúde, com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ), atingiu no último sábado (20) a marca de 100 órgãos transportados por helicópteros em 2019. Com isso, o Estado alcançou a média de um órgão para transplante pelos céus do RJ a cada dois dias.

O voo que transportou, por helicóptero - o centésimo e centésimo primeiro órgãos de 2019, dois rins - saiu de Campos dos Goytacazes e, uma hora e dez minutos depois, pousou no Rio de Janeiro, percorrendo mais de 300 km.

“Nesse tipo de cirurgia, cada minuto faz diferença para que o órgão seja levado do doador para o receptor, pois quanto mais curto for o tempo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor, maiores são as chances de um bom resultado no transplante. Em áreas metropolitanas, o transporte aéreo garante a agilidade necessária para o procedimento. Destaco também nessa ação a parceria entre os órgãos do governo, iniciativas que ganham cada vez mais importância nesse governo”, diz o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

A parceria entre o Grupamento de Operações Aéreas do CBMERJ e o PET existe desde 2016, ano em que 17 órgãos foram transportados por helicóptero. No ano seguinte, foram 64; e em 2018, 105. Em 2019, de janeiro até domingo (21), 103 órgãos já foram transportados por esse tipo de aeronave.

“É uma honra para o Corpo de Bombeiros do Rio auxiliar este projeto e alcançar um aumento de mais de 500% de órgãos para transplantes transportados por helicópteros operados pela corporação, comparando 2016 e 2018. E, este ano, já atingimos quase a mesma marca de todo o ano passado”, ressalta o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Robadey.

Além do Grupamento de Operações Aéreas do CBMERJ, o Batalhão de Choque da PMERJ também apoia os procedimentos do PET, ajudando, pelo ar e pela terra, a salvar vidas em todo o Rio de Janeiro.

Programa - Desde sua criação, em 2010, o PET já realizou mais de 15 mil transplantes, fazendo com que o Rio saísse dos últimos lugares do ranking nacional para ocupar as primeiras colocações no país. Hoje, o PET realiza captação e transplante de coração, fígado, rim, medula óssea, osso, pele, córnea e esclera (membrana que protege o globo ocular). No primeiro semestre de 2019, os números chegaram a 378 transplantes de órgãos sólidos.


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