NITERÓI/RJ
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Municípios apostam em impulso na economia

Qualificação profissional e empreendedorismo foram debatidos no primeiro dia do Seminário de Desenvolvimento Econômico

Foto: Douglas Macedo

A Universidade Candido Mendes (UCAM) recebeu nos dias 8, 9 e 10 de maio mais uma edição do Seminários O FLU. Mas dessa vez, com um sabor especial: o evento integrou a série de comemorações do Grupo Fluminense Multimídia pelos 140 anos de O FLUMINENSE, terceiro jornal mais antigo do país e o primeiro no estado com circulação ininterrupta.

Durante três dias, especialistas debateram temas ligados ao Desenvolvimento Econômico na região. Com o auditório lotado durante todos os dias de evento, estudantes, professores e especialistas assistiram às mais variadas formas de abordagem sobre como os municípios estão trabalhando para gerar renda e emprego.

No primeiro dia de encontro, os números foram o destaque nas abordagens dos Recursos Humanos do Leste Fluminense (RH-LF), Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e Sebrae. No ano de 2017, 6.873 jovens de Niterói foram acolhidos pelos serviços e atividades do CIEE. Desses, quase 70% passaram pelo programa de estágio, considerado hoje a principal porta de entrada para o mercado de trabalho. 

O empreendedorismo, que vem crescendo cada vez mais, principalmente em Niterói, foi o tema apresentado pela analista sênior do Sebrae/RJ no Leste Fluminense, Mirella Marchito Condé, na palestra “Os cuidados e perspectivas para quem vai abrir o próprio negócio”. A especialista alertou sobre o alto índice de pessoas que querem empreender sem inovar no mercado, oferecendo produtos e serviços já existentes. Segundo ela, antes de tudo, é preciso o autoconhecimento e a vontade de fazer. 

Após a palestra, foi iniciado o debate sobre “A conquista do primeiro emprego – a qualificação profissional e a experiência do estágio”, sob mediação do consultor empresarial, professor e psicopedagogo da UCAM, Marcelo Lessa. A mesa ainda contou com a presença da presidente do Instituto RH-LF, Edmara Uchoa, do superintendente do CIEE-RJ, Paulo Pimenta, além da própria Mirella Condé. 

Já no segundo dia de encontro, especialistas discutiram as saídas para a recuperação econômica da região. Os estudos ambientais necessários para a dragagem do Canal de São Lourenço, apontada como a principal saída para a retomada da indústria naval em Niterói, deverão ser entregues entre junho e julho. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite. 

Autoridades e representantes de entidades que atuam em Niterói e no Leste Fluminense se reuniram para discutir os rumos da indústria e do comércio, traçando “diagnósticos e estratégias dos principais setores econômicos”, tema do segundo módulo. 
 
O primeiro debate, mediado pelo professor Rogério Rocco, foi voltado para o setor industrial. O presidente da Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano, falou sobre o atual cenário no mercado de trabalho na região. Segundo ele, a indústria representa 14% dos empregos, com 69 mil funcionários. 

Uma questão ainda polêmica foi levantada no segundo debate do dia: “Diagnóstico e estratégias do comércio”. O diretor do Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) de Niterói, Renato Sheeny, classificou como essencial para o setor a redução do número de feriados na cidade.  

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, Luiz Vieira, disse que a reestruturação da indústria é essencial para que o comércio volte a crescer. Segundo ele, alguns investimentos indicam essa retomada, como a construção do Porto de Maricá, a TransOceânica e a reurbanização do Centro. Dentro desse panorama, a construção civil representa 40%, revelando um grande peso para a região. Caetano também apresentou dados relativos à arrecadação dos municípios. 

Finalizando, o consultor da Fecomércio-RJ, Paulo Brück, lembrou que parte dos profissionais do comércio passou a investir no turismo para superar a crise. 

“Em nenhuma região do Brasil se sentiu um impacto tão grande na economia. Ainda estamos sentindo os efeitos da Lava Jato e do petróleo”, declarou. 


Prefeitos de Niterói, Itaboraí e Maricá, sob mediação do professor Rogério Rocco, falaram da retomada do Comperj

Foto: Douglas Macedo

Comperj – No último dia de encontro, o Seminários O FLU teve a honra de receber três prefeitos para debater a retomada do Complexo Petroquímico do Estado (Comperj) e os efeitos do empreendimento da Petrobras, royalties do petróleo e participações para Niterói, Maricá e Itaboraí. No início do evento, o engenheiro da Petrobras Alexandre Martins falou sobre o Rota 3, que tem como objetivo ampliar o escoamento de gás natural dos projetos em operação na área do pré-sal da Bacia de Santos.  

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que também é presidente do Consórcio do Leste Fluminense (Conleste), falou sobre os desafios da região e de que maneira os municípios podem criar laços para o desenvolvimento sustentável, como criação de terminais de integração e polos tecnológicos para o desenvolvimento de estudantes.

O prefeito Fabiano Horta, de Maricá, contou que o município investe em tecnologia para garantir que a cidade seja autossustentável nos próximos anos.

“Queremos investir em parque tecnológico e indústrias para que a cidade não fique refém do petróleo”, contou.

Já Sadinoel Souza, prefeito de Itaboraí, contou que vem desenvolvendo o empreendedorismo para que o município não cometa o mesmo erro dependendo do Comperj, como fizeram governos anteriores.

O seminário Desenvolvimento Econômico – Leste Fluminense contou com o apoio da UCAM, da Prefeitura de Niterói e da Predial Net.



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