NITERÓI/RJ
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Parcerias para garantir investimento na indústria

Mercado Municipal de Niterói funcionará até as 2h da madrugada, atraindo turistas e fomentando a economia da região

Fotos: Divulgação

Na contramão da crise econômica, os municípios do Leste Fluminense estão lutando para continuar arcando com seus compromissos, gerando renda e garantindo emprego para milhares de moradores. Em Niterói, um dos desafios para 2018 é aumentar a arrecadação sem mexer no bolso do contribuinte. Apesar da tarefa difícil, o município trabalha para isso e o prognóstico é bom. Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Indústria Naval de Niterói, a expectativa de crescimento é de 20% em comparação com 2017. Para isso, a pasta aposta em parcerias para atrair investimentos. 

Para o secretário Luiz Paulino Moreira Leite, um dos empreendimentos que trará emprego e renda para a cidade é o Mercado Municipal, que está desativado há 30 anos, mas funcionará a partir do segundo semestre de 2019. A assinatura do contrato, que será via Parceria Público-Privada (PPP), será no próximo dia 18. 

“O Mercado Municipal será uma referência no estado, promovendo o encontro entre urbano e rural, trazendo a produção hortifrutigranjeira para a cidade junto com a gastronomia, queijarias, temperos, cervejarias artesanais. Não será uma série de lojas e sim uma experiência gastronômica, de cultura e lazer. O mercado vai promover a revitalização da área, estimular a economia da região e o turismo, gerando empregos e renda”, defendeu o secretário, ressaltando que o empreendimento funcionará até 2h da madrugada.

Paulino acredita que fomentar determinados setores da economia, como o polo cervejeiro, traz fôlego para a cidade. Em março deste ano, a Prefeitura de Niterói regulamentou a Lei nº 3.288, que reconhece e valoriza a fabricação de cerveja artesanal no município. Em maio de 2017, a lei já fora sancionada.

“A expectativa é de que, através do Niterói Cervejeiro, a Prefeitura promova a geração de emprego e renda no município. A lei dos cervejeiros era um sonho para quem produzia em Niterói, mas não tinha como se instalar, nem contava com esse conjunto de práticas socioambientais e sanitárias. É mais uma vocação da cidade, um segmento que já existia e agora passa a contar com nosso apoio massivo”, disse Moreira Leite. 

Ele aponta que essa é mais uma das iniciativas para estimular a geração de empregos na cidade e destaca outras ações do governo, como a redução da alíquota de ISS para o setor hoteleiro com o objetivo de incentivar novos negócios na cidade, a criação do Polo Cervejeiro e da Rota Gastronômica da Região Oceânica e a Lei do Audiovisual, que pretende transformar a cidade em referência do setor. 

Para o presidente da Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano, o maior desafio é garantir o otimismo dos setores industriais, sobretudo após dados do último trimestre, que foram considerados negativos para a categoria.

“Tivemos perda de empregos. Pelo terceiro trimestre seguido nós tivemos dados negativos. Embora haja uma expectativa dos empresários, que têm o otimismo por natureza, acreditamos que essa maré poderá mudar em breve”, desejou Caetano.


Lojistas querem mais policiamento nas ruas, para garantir a segurança

Foto: Arquivo

Comércio tem otimismo e desafios

Para o setor de serviços, o comércio enfrenta, sobretudo, os desafios da segurança pública. Isso porque os dados mostram que municípios como Niterói já começaram a apresentar queda de movimentação nos bares da cidade e nos estabelecimentos comerciais. No entanto, o sentimento para lojistas e comerciantes é de virar o jogo já no próximo semestre deste ano.
Para continuar prosperando nos negócios, o Sindicato dos Lojistas de Niterói pleiteia algumas frentes de reivindicações. Segundo o diretor do Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas), Renato Sheeny, é primordial que a cidade tenha o seu batalhão da Polícia Militar atuando exclusivamente no município e não dividindo efetivo com Maricá. Por outro lado, iniciativas como Niterói Presente, custeada pela Prefeitura de Niterói, minimiza um pouco os impactos da violência, uma vez que vem atuando em locais com mais movimentação no comércio.

“Não tem como dizer que a violência não atrapalha. Atrapalha os lojistas que vendem menos, impacta os consumidores que saem menos de casa, ou seja, onde não há comprador, não há venda. Por isso reivindicamos melhorias na segurança pública”, analisou Renato.

Outro ponto abordado pelo diretor passa pela mudança no calendário do município. Para ele, é preciso que haja uma revisão dos feriados municipais. 

“Os feriados na cidade impactam negativamente na arrecadação dos lojistas. Queremos que datas como 22 de novembro se tornem uma data comemorativa do aniversário da cidade e não feriado como nos moldes de hoje. No município do Rio, por exemplo, isso funciona muito bem. Com a data comemorativa você cria um calendário de eventos e isso gera retorno financeiro para o comércio”, argumentou Renato.

O empreendedorismo também foi defendido por especialistas, sobretudo em um contexto de crise financeira e desemprego.

“Empreender, a meu ver, é o melhor caminho para sairmos dessa situação de crise e temos que fomentar isso, seja com incentivos financeiros, seja com o abono de impostos. A Casa do Empreendedor está aí para nos mostrar como um município pode dar certo se desburocratizar os serviços”, elogiou Luís Vieira, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL).

Vieira acredita ainda que a construção do Centro de Convenções no centro da cidade vai trazer investimentos não apenas para o polo da moda, mas também para outros setores da cidade.

“Não tenho dúvidas que a cidade vá ganhar com esse centro. Hoje Niterói tem espaços públicos que possibilitam a realização de eventos, como Caminho Niemeyer, o Reserva Cultural e outros equipamentos, mas nós, lojistas, sentimos que ainda falta aquele espaço exclusivo para nós”, finalizou Luiz Vieira.



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