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Dom, Set

Aceleração da covid-19 mostra que isolamento necessita de maior adesão

Análise de dados do Observatório Nacional, órgão ligado ao Governo Federal, mostra que números de novos casos não indica fim da pandemia - Foto: Marcelo Feitosa

Saúde
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Uma análise de dados da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional mostra que o pico da pandemia de coronavírus no Brasil ainda não chegou, ou seja, a tendência é que o número de novas infecções por dia continue a subir. Essa conclusão foi possível a partir do cruzamento dos dados fornecidos pelo Governo Federal sobre os novos casos da doença. O Observatório Nacional é um órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

A fórmula criada pelo tecnologista Daniel da Silva Quaresma calcula a diferença entre o número de casos numa data específica em relação com 5 dias antes. Depois o resultado é dividido por 5 e pelo número de casos na data em questão. Traduzindo: quando o resultado da fórmula for 0 (zero), isso significa que a velocidade de contágio do novo coronavírus diminuiu e a pandemia está chegando ao fim. Se o número for maior que 0 (zero), isso significa que a quantidade de novos casos segue crescendo.

A fórmula reflete os efeitos do distanciamento social. Na China, por exemplo, enquanto os outros países registraram as maiores taxas de crescimento, já tinha essa taxa de aceleração de contágio próximo a 0. No Brasil tem uma taxa de 0,06/dia, que indica crescimento.

O tecnologista, Daniel da Silva Quaresma, explica que os dados sobre o Brasil não mostram nenhuma tendência de desaceleração no avanço da doença. “Há necessidade de maior engajamento da população, para que a curva Brasil comece a ter uma redução significativa no valor, assim sinalizando que estamos passando pelo pico da pandemia em direção ao fim desse ciclo”, analisa.

O pesquisador, autor da fórmula, defende esse parâmetro por ele ser simples de calcular e por utilizar somente dados disponíveis publicamente.

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