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Seg, Jul

A derrota dessa pandemia - a luta contra o novo coronavírus

A pandemia mudou a dinâmica urbana do mundo - Foto: Douglas Macedo / Prefeitura de Niterói

Saúde
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Desde o início da pandemia pelo novo coronavírus, inicialmente em Wuhan, na China, com a disseminação dessa pandemia desenfreada e avassaladora se espalhando por todo o mundo, aniquilando milhares de pessoas e deixando tantas outras infectadas em número gigantesco e crescente com ou sem sintomas, todos os povos tiveram que se unir, numa corrente única para vencemos essa batalha juntos.

Desde os casos em crianças pequenas ou idosos com idade avançada, como em todas as outras pessoas de diferentes faixas etárias, muitos não escaparam dessa tragédia, apesar de os mais idosos serem mais afetados por esta doença, sobretudo associada a alguma comorbidade, doença pré existente. A idade por si só não foi limitadora, mas isso tudo faz com que enfrentemos de coração aberto essa luta contra essa situação nunca antes vivida, diante dessa guerra declarada sem que ninguém tivesse tempo para dizer NÃO.

A população teve que aceitar a ideia de confinamento para o bem de todos, com as limitações impostas e com inúmeros precedentes, liberando um número muito grande de pessoas consideradas como serviços essenciais para que continuem a trabalhar, lutando de outra maneira contra isso tudo, mas se expondo de peito aberto contra esse vírus, para salvar vidas.

Crianças - No dia 19 de maio a Organização Pan Americana de Saúde/OPS/OMS em conjunto com entidades medicas brasileiras, publicaram uma nota de alerta, chamando a atenção para uma Síndrome Inflamatória Multissistêmica acometendo crianças e adolescentes associadas à covid 19.

O alerta dessa síndrome descrita inicialmente no Reino Unido em 8 crianças, já apresentou relatos nos Estados Unidos, Franca e Espanha chamando a atenção para esse quadro grave provavelmente associado a infecção pelo COVID 19, apesar das evidências ainda não serem conclusivas.

Essa síndrome cursa com manifestações clínicas graves e até fatais, semelhantes às encontradas em crianças e adolescentes com a síndrome de Kawasaki. Estes pacientes apresentaram febre alta e persistente, presença de exantemas, manchas na pele, com vermelhidão, conjuntivite, edema (inchaço) nas extremidades, dor abdominal (dor na barriga), vômitos e diarreia, com evolução para um quadro de choque, hipotensão arterial e batimentos cardíacos acelerados, necessitando de tratamento em unidade de terapia intensiva.

Felizmente, o acometimento pelo COVID 19 em crianças e adolescentes costuma ser assintomático ou com sintomas leves.

Diante dessas evidências descritas os pediatras devem estar atentos para estes sintomas para que medidas salvadoras sejam tomadas e um tratamento eficaz instituído nos serviços de emergência pediátrica.

Todos os cuidados de confinamento, as medidas de cuidados básicos de higienização, lavagem das mãos deveria ser rigorosa, mas em muitos lugares falta o básico, sem água, sem saneamento básico, álcool sem ou com gel, comida, falta tudo, mas o sentimento de luta pela sobrevivência consegue ser mais forte para dar ainda mais força, confiantes de que venceremos essa guerra juntos, cada um no seu quadrado, no seu espaço, com suas dificuldades e amarguras.

Essa reclusão em casa, obrigatória, porém, necessária, trouxe por outro ângulo, uma união, uma interação virtual inigualável, nunca antes vivida. Quantos encontros virtuais, por vídeoconferência, quantas plataformas instituídas, trabalhos on line, ao invés de presenciais, quantos grupos formados e de fato com a visualização de mensagens, e acima de tudo quantas palavras de carinho e de união, para dar forca para continuarmos nossa luta?

O desespero das famílias que perderam seus entes queridos, a distância imposta de não poder estar vivenciando os sofrimentos destes que se foram, sem poder se despedir, dar o último abraço, receber o último carinho, falar e ouvir as últimas palavras, isso não terá volta jamais.

Os profissionais da linha de frente, aqueles que abdicaram de estar com suas famílias correndo riscos para salvar vidas, doando seu tempo, suas habilidades, suas experiencias, mesmo cansados, exaustos, compartilhando seu carinho, suas responsabilidades e dedicação na arte de curar, de amenizar o sofrimento humano e a cada vitória, a cada recuperação, a cada alta hospitalar a sensação de missão cumprida na luta que continua, mas juntos sairemos vencedores, porque juntos somos mais fortes.

 

Por professor Aderbal Sabrá e professora Selma Sabrá, especial para O FLUMINENSE

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