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Sex, Jul

Quase 977 mil pessoas já se recuperaram e 66.741 morreram - Foto: Divulgação

O Brasil chegou a 66.741 mil mortes e 1.668.589 milhão de casos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Foram 1.254 novas mortes e 45.305 novas pessoas infectadas registradas nas últimas 24 horas, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (7). Até o momento 976.977 pessoas já se recuperaram e há 624.871 pessoas em acompanhamento.

Ontem, o balanço trazia 65.487 falecimentos e 1.623.284 de casos confirmados em função da pandemia.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 31,8. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 794.

De acordo com o Ministério da Saúde, O Brasil é o 2º do mundo em mortes e casos, atrás apenas dos Estados Unidos. Conforme o mapa global da universidade norte-americana Johns Hopkins, os Estados Unidos contam com 2.980.906 pessoas infectadas e registraram desde o início da pandemia 131.248 vidas perdidas.

Os números diários do balanço do Ministério da Saúde em geral são menores aos domingos e segundas-feiras pelas restrições nas equipes que fazem a alimentação nas secretarias municipais e estaduais, e maiores às terças-feiras, quando há um acréscimo dos registros alimentados em razão do acúmulo do que não foi encaminhado no fim-de-semana.

Regiões
As regiões com mais mortes são Sudeste (30.518), Nordeste (21.605), Norte (10.115), Centro-Oeste (2.442) e Sul (2.061).

Os estados com mais mortes em função da pandemia são São Paulo (16.475), Rio de Janeiro (10.881), Ceará (6.556), Pará (5.128) e Pernambuco (5.234). As Unidades da Federação com menos óbitos são Mato Grosso do Sul (128), Tocantins (228), Roraima (376), Acre (399) e Santa Catarina (419).

Insumos provenientes da China ajudarão contra novo coronavírus - Foto: Divulgação / Ministério da Infraestrutura

Uma aeronave da companhia aérea Latam chegou nesta terça-feira (7) a São Paulo transportando mais 11,8 milhões de máscaras cirúrgicas de procedência chinesa. O voo trouxe a maior quantidade de insumos para combate à pandemia transportado de uma única vez no Brasil.

A carga faz parte da encomenda de equipamentos de proteção individual (EPIs) feita pelo Ministério da Saúde, com a coordenação operacional viabilizada pelo Ministério da Infraestrutura. Segundo os registros dos ministérios, essa é a 35ª remessa de mais de 40 previstas.

“No início da crise, assumimos um desafio logístico imenso para ajudar o Ministério da Saúde com o abastecimento de EPIs para todas as regiões do Brasil. Uma verdadeira operação de guerra foi montada e, de modo contínuo, estamos transportando 960 toneladas de equipamentos no total. É uma vitória silenciosa do governo federal que está ajudando a garantir as condições necessárias para o enfrentamento da pandemia”, informou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Segundo nota divulgada pelo ministério, 220 milhões de 240 milhões das máscaras compradas foram recebidas, sendo uma parte do equipamento do tipo N95 – a mais eficaz máscara médica descartável disponível no mercado.

O voo anterior da Latam que transportou insumos vindos da China para o Brasil chegou no dia 2 de junho e trouxe cerca de 9,2 milhões de máscaras para serem distribuídas entre estados e municípios.

 

Para 45,4%, volume é superior ao informado pelo Ministério da Saúde - Foto: Divulgação

Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (7) pela Associação Paulista de Medicina, 21,5% dos médicos dizem acreditar que o número de mortes provocadas pelo novo coronavírus é maior do que as estatísticas oficiais nacionais. Para 45,4%, o volume de casos é superior ao informado pelo Ministério da Saúde. A desconfiança é um pouco menor em relação aos dados das secretarias estaduais de saúde: 18,5% veem subnotificação dos óbitos e 37% da quantidade de casos.

O estudo ouviu 1.984 médicos em 23 estados do país. Entre os que participaram do estudo, 60% estão atendendo em hospitais ou prontos-socorros que recebem pacientes com covid-19. Desses, 38,5% atuam em serviços públicos, 33% em privados e 28,5% em ambos.

Entre os que atendem pacientes com o novo coronavírus, 58,4% disseram que não observaram nenhuma morte causada pela doença. Para 29,1% desses profissionais que estão na linha de frente, os números de mortes divulgados pelos órgãos oficiais estão corretos. Um percentual um pouco menor (24,6%) também avalia que os números de casos estão próximos da realidade. Há ainda 15% que não conseguem ter uma opinião formada a respeito das estatísticas.

O presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, diz que parte dos profissionais de saúde diz acreditar que há um descolamento entre as estatísticas e a realidade dos hospitais. “O movimento de atendimento continua”, enfatiza sobre os pacientes que chegam com covid-19 às unidades de saúde.

 

Falta de testes
Outro ponto que gera essa desconfiança é, segundo Amaral, a falta de testes. “Depois, porque nem todos os pacientes são testados. Então, nós acabamos não conseguindo detectar todos os casos. As notificações nos órgãos oficiais partem sobre notificações obrigatoriamente testadas, como nem todos os pacientes são testados, haverá notificação, de casos e, com uma probabilidade um pouco menor, mas também de óbitos”, explica.

A falta de testes foi um ponto levantado por 37,8% dos entrevistados que atuam no enfrentamento à pandemia. Segundo a pesquisa, 15% disse que os testes para confirmar os casos da doença nem sempre estão disponíveis e 22,7% disse que só há exames para pessoas com sintomas graves.

 

Notícias falsas
Também foi relatada a falta de testes para profissionais de saúde com sintomas de covid-19. Segundo 25,4% dos médicos, nem todos os lugares onde trabalham há exames para esses profissionais e 5,1% disseram que não há testes em nenhum dos locais onde atuam.

A maior parte dos médicos avalia que as notícias falsas e boatos têm atrapalhado no combate à doença. Para 69,2%, as fake news fazem com que parte da população minimize a pandemia e não siga todas as orientações necessárias para reduzir o contágio. Outro problema, apontado por 48,9%, é que a desinformação faz com que as famílias e pacientes pressionem pela prescrição de tratamentos sem comprovação científica.

“O mais relevante é uma campanha para adesão às medidas de contenção. A população não está aderindo às medidas sugeridas para diminuição do contágio. As autoridades de saúde também não estão se empenhando o suficiente para isso”, ressalta o presidente da APM.

 

Número de pacientes curados está em 194.958 - Foto: Divulgação

Com mais 9.638 registros de covid-19 nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo totaliza, desde o início da pandemia, 332.708 casos confirmados da doença. O número de pacientes curados está em 194.958.

Segundo o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Paulo Menezes, mais da metade [56%] dos registros confirmados nas últimas 24 horas referem-se a casos agudos. O restante é de casos confirmados por meio de testes sorológicos, os chamados testes rápidos.

O estado registrou nesse período mais 341 óbitos, e o total de mortes por covid-19 chegou a 16.475.

Atualmente, 5.618 pessoas estão internadas em unidades de terapia intensiva (UTIs) de todo o estado em casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus. Há também 8.267 pessoas internadas em enfermarias. A taxa de ocupação de UTIs está em torno de 64,3% no estado e, em 63,4%, na Grande São Paulo.

 

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