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Preservar vidas é o objetivo maior do trânsito

Marcelo Bertolucci

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) analisados em conjunto com o Detran.RJ mostram que seis pessoas morreram por dia no Estado do Rio em 2018 e outras 75 ficaram feridas em decorrência dos acidentes de trânsito. Apesar de o indicador ter uma redução gradual à medida que campanhas educativas são postas em prática, esse número continua alto, e precisamos enfatizá-lo a todo momento para que as pessoas não o esqueçam. É fato que nos últimos três anos há cerca de 10 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes no Estado, e o número já foi muito maior. Mas essa estabilidade é satisfatória? Claro que não!

Ter conseguido deter uma tendência, que em passado não muito distante era de alta, nos estimula. Porém, há muito a ser feito para que essa estatística caia cada vez mais e em maior proporção. É preciso que esses números fiquem marcados para a população fluminense para que possamos mudar de fato essa constatação terrível. Estatística que, infelizmente, não espelha somente números. São vidas de pessoas queridas, que esfacelam lares e famílias.

Em 2018, 1.957 pessoas morreram e 27.520 se lesionaram em acidentes de trânsito no estado do Rio. Ou seja, em média, 81 pessoas se envolveram em acidentes de trânsito por dia. E no interior é onde se registra o maior índice: 14,1 mortes por 100 mil habitantes.

Por isso viemos aqui mais uma vez falar sobre esse problema e expor a busca por soluções que nos ocupa cotidianamente. Ela se expressa nas ações que o Detran.RJ faz de forma sistêmica, e não só na Semana Nacional do Trânsito que começou no dia 18 e se estende até o próximo dia 25 de setembro. Viemos reforçar também que estamos intensificando essas iniciativas para reduzir os acidentes, independente das regras de trânsito que venham a surgir.

Quem ama cuida. Com essa certeza, colocamos nas ruas as ações da Operação Detran Seguro para verificar as condições dos veículos que circulam em todo o Rio de Janeiro. De abril até agora já foram mais de 18 mil automóveis analisados nas operações. São ações necessárias. O veículo com um farol defeituoso ou um limpador de para-brisa avariado, por exemplo, pode causar sério acidente na estrada, fazendo vítimas e causando sofrimento. É a responsabilidade cidadã que se faz necessária.

A Lei Seca é outro braço do nosso investimento. Parceria de dez anos e que o Detran.RJ se orgulha subsidiar. Somente neste ano reservamos mais de R$ 16 milhões para as ações da Lei Seca, o que significa salvar vidas. Nos dez anos em que ela existe, sempre o Detran.RJ aportou recursos com esse objetivo. É incontestável que a Lei Seca vem inibindo essa terrível prática de dirigir alcoolizado. Ainda assim, de 328.738 condutores abordados em 2018, ou seja, 901 condutores por dia, 14.147 foram flagrados com sinais de álcool acima do limite permitido em lei e aproximadamente 80% dos condutores abordados recusaram-se a realizar o teste do etilômetro. Sinal de que nosso povo precisa se conscientizar ainda mais do risco que corre ao beber e dirigir. Esse cuidado significa a preservação da própria vida ou a de sua família.


Marcelo Bertolucci é presidente do Detran.RJ

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