NITERÓI/RJ
Min:   Max:
Educação e Novas Tecnologias

Suzana Fernandes é graduada em pedagogia pela Uerj e em música pela UFRJ. Especializada em educação à distância e em planejamento, implementação e avaliação pela PUC-MG. Professora de música e de ensino religioso da rede municipal do Rio de Janeiro e palestrante internacional sobre o tema e-learning. E-mails para esta coluna: [email protected]

Homeschooling: a velha e nova modalidade de ensino

'Arte às Escuras' mostra trabalhos realizados por cegos

Reprodução

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira afirma como obrigação dos responsáveis matricular a criança na escola a partir dos 4 anos.

Já a Constituição de 1988 afirma que a educação é dever do Estado e da família, promove um entendimento que o Estado deve zelar pela educação das crianças.

Ocorre que muitas famílias, cerca de 5 mil atualmente, não concordam com esse controle por parte do Estado.

Eles entendem que há motivos significativos que os levem a optar pelo homeschooling - educação domiciliar ou ensino doméstico.

Para se ministrar a educação dos próprios filhos, famílias ingressaram na justiça pedindo a oportunidade de administrar o aprendizado e orientar as vivências das crianças, e não se furtam delas prestarem exames para conferir o resultado do trabalho desenvolvido.

Outras famílias lutam no Judiciário porque foram denunciadas devido ao fato de não levarem seus filhos ao espaço escolar, como reza a lei, entretanto, continuam fazendo.

Há ainda dispositivos legais que são contraditórios.

No STJ, não há uma unanimidade e no histórico da justiça brasileira há projetos de lei desde 2001 até 2018 requerendo essa oportunidade.

São 60 países, entre eles Estados Unidos, Canadá, Portugal, Paraguai, entre outros, que têm essa uma opção além da escola.

Só nos Estados Unidos há 2 milhões de adeptos dessa modalidade de ensino desenvolvendo-se com resultados satisfatórios.

Uma outra justificativa em termos brasileiros é que na escola a criança está exposta à violência e ao bullying.

Pais têm observado que a escola tradicional pública ou privada elenca os valores que acreditam serem importantes transformando-os numa verdade estabelecida para a criança.

Em números, hoje temos 5 mil famílias brasileiras praticantes do homeschooling. A estimativa é da Aned. A prática teve início no Brasil nos anos 1990 e vem conquistando a cada ano mais adeptos. Na última pesquisa realizada pelo grupo, em 2016, o número de famílias adeptas era de 3,2 mil.

Finalizando, não defendemos o homeschooling nem a escola tradicional que lecionamos e fomos formados, mas trouxemos essa matéria para que possamos refletir sobre a educação que ofertamos, pensarmos os rumos da nossa educação e que esses estudos sejam apontadores de mudança.

Mostra inclusiva no Rio

A exposição Arte Às Escuras mostra trabalhos realizados por cegos, funciona no Galpão das Artes da Comlurb no Rio de Janeiro até o dia 22 de novembro, aberta de segunda a sexta, das 9h às 17 h.

A responsável por essa iniciativa é a artesã Núbia Pinheiro e seus alunos cegos ou com alguma deficiência visual. Essa atividade de arteterapia é desenvolvida no Sesc São Gonçalo.

O trabalho tem uma temática de reaproveitamento de resíduos desencadeando uma nova proposta. É sobretudo uma oportunidade de inclusão para o público enxergar o mundo na perspectiva do cego, ou seja, explorando os outros sentidos.

Este espaço foi inaugurado em 2002 com o objetivo de oferecer eventos ligados ao tema da sustentabilidade.

O galpão fica na Avenida Padre Leonel Franca,debaixo do viaduto Lagoa-Barra, na Gávea, ao lado do Planetário. Entrada franca.

Cinema para o mestre, dia 14

Professores das redes pública e privada terão entrada gratuita na rede Cinemaxx no dia 14 de outubro, segunda-feira, em celebração pelo Dia do Professor. Promoção é individual e não cumulativa, válida somente para professores e para os filmes 2D. Os professores deverão apresentar último contra-cheque e documento com foto na bilheteria do cinema, comprovando a sua função de professor.

Scroll To Top