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Educação e Novas Tecnologias

Suzana Fernandes é graduada em pedagogia pela Uerj e em música pela UFRJ. Especializada em educação à distância e em planejamento, implementação e avaliação pela PUC-MG. Professora de música e de ensino religioso da rede municipal do Rio de Janeiro e palestrante internacional sobre o tema e-learning. E-mails para esta coluna: [email protected]

Fake news entra na pauta da educação na rede pública

Como estilumar seu filho a estudar

Acervo pessoal

As escolas estaduais de São Paulo, numa proposta inovadora, começarão a ministrar aulas sobre fake news. As faixas atingidas são o fundamental II (do 6º ao 9º ano) e o ensino médio.

Ministrar as aulas de "Educação Midiática: muito além das fake news" faz parte do programa "Inova Educação", oferecido pela secretaria de educação, agindo no presente com foco no futuro.

Essa disciplina é eletiva, ou seja, não faz parte da grade obrigatória como português ou matemática, mas tem uma correlação com a língua portuguesa por esclarecer os tipos de textos, escrita, erros ortográficos entre os aspectos tecnológicos que demonstram a falsa notícia.

O secretário de educação de São Paulo, Rossieli Soares, informou que "notícia falsa sempre existiu, mas não tinha tanto poder de multiplicação".

Hoje em dia, com as mídias sociais, a proliferação das falsas notícias se acelerou muito e, diante disso, é necessário preparar o estudante para essa nova realidade.

Saber interpretar o texto, fazer uma leitura crítica, sua função conotativa, são aspectos importantes para a formação de um cidadão ético e consciente.

Uma pesquisa recente da ONG The News Literacy Project mostrou que uma notícia falsa é 6 vezes mais rápida para se multiplicar que uma notícia verdadeira, e foi esta a constatação da Universidade de Standford quando observou que, de um grupo de 3446 entrevistados, 96% dos jovens foram classificados como "iniciantes" por não investigarem a fonte e darem atenção a aspectos superficiais.

Outro aspecto observado foi que 2/3 dos estudantes não sabiam diferenciar notícia de propaganda.

Portanto, iniciativa em São Paulo é relevante para a conexão da escola com os avanços sociais e a preparação do jovem para atuar no mercado de trabalho e na própria vida.

Gostar de estudar é possível

A primeira coisa que se deve fazer para estimular o seu filho a estudar é conversar sobre a importância da educação na vida do ser humano. Mostrar exemplos de sucesso e esclarecer sobre metas e objetivos é fundamental para que ele compreenda que a sua caminhada estudantil faz parte de um projeto de vida.

Importante também é explicar que a palavra estudar significa conhecer, descobrir, pesquisar sobre algo que se deseja saber, e isso é prazeroso. Fazer um link com assunto de seu interesse (futebol, videogame, música, etc.) e o quanto se dedica a aprender.

Estabelecer uma rotina de estudos na vida da criança e horário para as suas atividades é extremamente positivo para seu crescimento. Ter um lugar tranquilo, sem barulhos ou distrações, ajuda na concentração.

Procure trazer os conhecimentos matemáticos para o concreto utilizando materiais como tampas de garrafa pet, caixas de ovo, bolas de gude, entre outros. Para os assuntos como história, que lida muito com fatos, criar um teatrinho, uma história em quadrinhos, são excelentes possibilidades. Para o estudo de ciências, faça experiências e, claro, permita que as crianças manipulem os objetos.

Pra finalizar, sinalizo que é importante que o responsável ensine o estudante a fazer pesquisa na internet, que invista tempo na mediação entre a criança/jovem e o mundo virtual.

Obra revista e ampliada

Nova edição tem foco na ética

Nova edição tem foco na ética

Reprodução

Nova versão da obra "Quem Ama, Educa!" (Integrare), livro de cabeceira de inúmeras famílias em todo o Brasil, de autoria do renomado educador e Dr. Içami Tiba e sua filha Natércia Tiba, psicóloga e psicoterapeuta de crianças e adolescentes, ensina a aplicar uma educação integrada para fazer dos filhos pessoas felizes, autônomas e competentes. A versão contemporânea foca-se na formação de cidadãos éticos.

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