NITERÓI/RJ
Min:   Max:
Educação e Novas Tecnologias

Suzana Fernandes é graduada em pedagogia pela Uerj e em música pela UFRJ. Especializada em educação à distância e em planejamento, implementação e avaliação pela PUC-MG. Professora de música e de ensino religioso da rede municipal do Rio de Janeiro e palestrante internacional sobre o tema e-learning. E-mails para esta coluna: [email protected]

Escola sustentável: uma construção cotidiana

Escolas sustentáveis

Divulgação

O projeto pedagógico desenvolvido na escola municipal Octavio Frias de Oliveira vem de encontro ao problema mundial que vivemos, que é a degradação do meio ambiente. Já é sabido pelas pesquisas e divulgado amplamente pela mídia, que se o planeta continuar nesta marcha de poluição, nosso futuro estará seriamente comprometido. Pensando nisso e ouvindo sugestões de temas para serem trabalhados neste ano, a gestora da unidade escolar, Erika Pereira, reuniu diversos assuntos no tema "Educando para a Sustentabilidade", pois, segundo ela, a realidade é difícil e o planeta clama por ajuda.

Estima-se que 8 milhões de toneladas de plásticos entram nos oceanos do mundo a cada ano. Dados da Ocean Conservancy, engajada no movimento de proteção aos oceanos e sua fauna.

Mas não são somente tartarugas, baleias e demais aquáticos sofrem com a poluição que produzimos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), calcula-se que ocorram anualmente 4,2 milhões de mortes de crianças prematuras atribuídas à poluição do ar, ou seja, o planeta tem se autodestruído ao longo de milênios e a natureza já não suporta mais tal descaso.

Numa realidade bem próxima, a cidade do Rio de Janeiro tem vivido um caos devido a contaminação da água que mudou a rotina das famílias e ressaltou a preocupação com a qualidade de vida na cidade.

Pensando nessas questões prioritárias, a escola se adiantou e saiu na frente, logo no primeiro dia de aula iniciou o projeto conscientizando a comunidade escolar sobre essa problemática que afeta a todos, e uniu forças para construir uma escola sustentável.

As garrafinhas de água que as crianças receberam para beber já foram descartadas ali mesmo, na escola, produzindo lixo reciclável. A docente de artes Fabiana Falcão, logo se incumbiu de construir caixas para esse lixo, feitas de papelão e forradas de papel colorido, informando ao aluno a cor da tampinha que deve ser colocada, a fim de aumentar o valor de troca no agente parceiro, que repassa produtos de limpeza entre outros benefícios para a escola.

A diretora adjunta Luciana Lebeis comenta que "a sustentabilidade deve nos acompanhar por toda a vida. É uma mudança de pensamento e de hábitos. É saber que se está contribuindo para um mundo melhor", afirma.

A escola tem buscado parcerias com recicladores para recolherem as tampinhas, garrafas pet, copos de guaraná natural entregues pelos alunos, recolhimento de óleo de cozinha, horta a partir da compostagem feita com resíduos da merenda entre outras ações.

Esse é o começo de uma história de sucesso. O planeta agradece.

Práticas sustentáveis premiadas

A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou o 1º Prêmio Melhores Práticas Ambientais em Escolas do Município. A iniciativa tem como objetivo identificar e reconhecer projetos que se destaquem nessa área de atuação para estruturar bases de desenvolvimento de políticas públicas de educação ambiental. O projeto faz parte do calendário Rio 2020 que marca o ano em que a cidade será Capital Mundial da Arquitetura, título inédito concedido pela Unesco e pela União Internacional de Arquitetos (UIA). Um dos principais focos do calendário é a discussão envolvendo sustentabilidade e espaços urbanos.

A iniciativa da Rio Eventos em parceria com as secretarias municipais de Educação e de Meio Ambiente permite a participação de professores e alunos da rede pública municipal. O prêmio será dividido nas seguintes categorias: pré-escola, Ensino Fundamental I e II. Cada uma terá três projetos selecionados em um movimento que envolve 631.786 alunos de 1547 escolas. A expectativa é que esta iniciativa gere aumento da participação da comunidade escolar no engajamento sobre questões ambientais, inclusive sobre o uso consciente da água; maior atuação de alunos como agentes de mudança e incentivo na integração entre escola e família.

Os projetos serão analisados e avaliados por um comitê composto por especialistas em sustentabilidade e meio ambiente, além de jornalistas de meios de comunicação especializados. Todo o trabalho é feito tendo como base os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) que estabeleceram metas a serem atingidas até 2030. Os temas analisados serão: consumo de energia, reciclagem, manejo de resíduos sólidos, plantio orgânico para apoio a merenda e educação ambiental inovadora.

Os vencedores receberão, em abril de 2020 no Palácio da Cidade, prêmios que variam de R$ 6 mil a R$ 10 mil.

Scroll To Top