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Educação e Novas Tecnologias

Suzana Fernandes é graduada em pedagogia pela Uerj e em música pela UFRJ. Especializada em educação à distância e em planejamento, implementação e avaliação pela PUC-MG. Professora de música e de ensino religioso da rede municipal do Rio de Janeiro e palestrante internacional sobre o tema e-learning. E-mails para esta coluna: [email protected]

Símbolos da nossa identidade

No dia 7 de setembro, comemoramos a independência do Brasil em relação a Portugal. A colônia brasileira desejava ser livre e autônoma, e esse momento de efervescência motivou a criação de um concurso para mudar a letra do Hino Nacional Brasileiro. A música já existia desde 1831, com uma letra que fazia referência à abdicação de D. Pedro I do Brasil. A segunda letra, de 1841, retratava a coroação de Dom Pedro II, mas a letra de 1922, cujo vencedor foi Joaquim Osório Duque-Estrada, é a que cantamos até hoje.

Em 2009, a Lei 12.031, no parágrafo único do artigo 39, torna obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana, nos estabelecimentos de ensino fundamental.

No meu caso, durante os ensinos fundamental e médio, além de cantar o Hino Nacional, tive aulas de música, educação moral e cívica e organização social e política brasileira, instrumentos que, considero, fortaleciam o civismo, despertavam o amor à Pátria, bem como o respeito e cuidado ao bem público.

Acredito que é importante incentivar o sentimento de pertencimento a esta Pátria mãe gentil. Lembro com saudades dos ensaios para o desfile de 7 de setembro e a honra que sentíamos ao marchar levando o estandarte da nossa escola, com a melhor apresentação pessoal possível.

A bandeira e o hino são símbolos nacionais, ou seja, fazem parte da construção da nossa identidade como povo brasileiro e isso não pode ser negligenciado.

Quando o hino toca um misto de emoções nos invade. Uma certeza de que a superação é possível, que juntos podemos crescer como nação.

Para entender o Hino Nacional

Bandeira e hino fazem parte da construção da nossa identidade

Bandeira e hino fazem parte da construção da nossa identidade

Antonio Cruz/ Agência Brasil

Vocabulário:

Plácidas - calmas

Brado - grito

Retumbante - forte

Fúlgidos - brilhante

Penhor - troca

Vívido - vivo

Límpido - limpo

Cruzeiro - constelação de estrelas

Impávido - corajoso

Colosso - grande em tamanho

Fulguras - Brilho

Garrida - enfeitada

Lábaro - bandeira

Flâmula - bandeira

Clava - pau que sustenta a bandeira

Compositores:

Música - Francisco Manuel da Silva.

Letra: Joaquim Osório Duque-Estrada

Hino Nacional Brasileiro coral e instrumental disponível em: www.dominiopublico.gov.br

Educação Midiática: o professor está pronto?

O ato de educar está intimamente ligado com o nível de comunicação estabelecido com o aluno.

O estudante do século XXI porta, além do livro e caderno, um smartphone com acesso à internet, usando apps, redes sociais entre outras mídias.

Esse aparato influencia na educação a partir da percepção do gênero textual da língua portuguesa.

Educar para as mídias dentro das habilidades e competências relatadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é estimular a leitura crítica, também das mídias sociais, observando qual a informação que se quer transmitir por trás da notícia e formar uma opinião própria sobre o fato.

Outra questão importante é desenvolver no aluno a capacidade de diagnosticar as fake news antes de compartilhar informações inverídicas. Para constituir uma atuação equilibrada deles nas redes sociais, o docente deve estimular a reflexão crítica, um autoconhecimento buscando uma postura ética sobre os assuntos.

Os 4 Pilares da Educação do século XXI, descritos no relatório da Unesco pela Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenado por Jacques Delors (1999), vêm de encontro ao trabalho do professor neste contexto. São eles: aprender a ser, aprender a aprender, aprender a conviver e aprender a fazer.

A nova geração (Z), nascida a partir do início da década dos anos 90 até o fim da primeira década do século XXI (2010), vive em um mundo onde todas as coisas estão conectadas, em um ambiente on-line, cuja troca de informações é instantânea. Além de dominarem facilmente as novas tecnologias, os centennials (também assim chamados) são críticos, autodidatas, exigentes e não simpatizam em seguir hierarquias (acham desnecessárias em sua maioria). Em seus interesses profissionais, destacam-se as áreas de ciência, tecnologia, matemática e engenharia principalmente.

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