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PM bate recorde de prisões e de apreensões de armas

Foram 35.415 detidos e 8,4 mil armas apreendidas, entre elas 505 fuzis

Embora o número de operações tenha sido superior aos dos anos anteriores, o percentual de vitimização de PMs caiu 38%

Divulgação/ Governo do Estado RJ

O balanço operacional 2019 de prisões de criminosos e apreensões de armas superou recordes anteriores e foi fundamental para a redução expressiva dos índices criminais mais impactantes em todo o estado. A avaliação é do Secretário de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, comandante-geral Rogério Figueredo de Lacerda, ao analisar o desempenho dos policiais militares durante o ano passado.

Em 2019, somente a Polícia Militar prendeu 35.415 criminosos e apreendeu 8.400 armas de fogo, entre as quais 505 fuzis. Além disso, foram apreendidos 5.936 adolescentes envolvidos em atividade criminosa. Os números superam em larga escala o desempenho nos anos anteriores, como pode ser exemplificado nas apreensões de fuzis: 382 recolhidos em 2017 e 330 em 2018.

"Esses números fantásticos revelam o trabalho incansável da nossa tropa e explicam em grande parte a redução dos índices criminais, sejam de crimes contra a vida, sejam de crimes contra o patrimônio", afirma o secretário Rogério Figueredo.

Planejadas sob a diretriz da área de Inteligência da Corporação e executadas com efetivo mais numeroso, mais bem treinado e equipado, 5.152 operações foram realizadas durante 2019. Embora o número de operações tenha sido superior aos dos anos anteriores, o percentual de vitimização de policiais militares sofreu uma redução de 38%.

"Isso demonstra a melhoria contínua de nossa capacidade operacional. A redução da vitimização em nossa tropa é uma prioridade absoluta do comando da Corporação. Avançamos muito. Mas ainda temos um grande desafio", observa o secretário.

Ele se refere ao programa de treinamento da tropa, da recomposição do efetivo que foi obtida em 2019 e será acelerada neste ano de 2020, como também da recuperação dos recursos materiais - novas viaturas, armamentos e equipamentos de proteção pessoal.

Aliada à ampliação do policiamento preventivo e ostensivo em vias urbanas, sempre com base na leitura e análise das manchas criminais, a realização diária de operações em comunidades, usadas por grupos criminosos como trincheiras, tem sido fundamental para reduzir a incidência criminal.

"A nossa presença nessas comunidades invadidas por facções enfraquece o crime organizado e beneficia a sociedade. Essas operações frequentes dificultam a circulação dos marginais, o que impacta positivamente na redução do número de homicídios, roubos de veículos, roubos de carga e outros delitos", explica ainda o secretário.

Nos próximos dias, o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgará os índices criminais referentes a dezembro de 2019, fechando o ciclo de 12 meses do ano passado. A expectativa é que os mais impactantes indicadores continuem em queda expressiva. De janeiro a novembro de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve redução em todo o estado em crimes de homicídio (-20%), de latrocínio (-32%), de roubo de rua (-7%), de roubo de veículos (-24%) e de roubos de carga (18,5%).

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