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Central do Brasil recebe desinfecção coordenada pelo exército

Prefeito Marcelo Crivella acompanhou de perto os trabalhos

Crivella e o general do Exército Júlio Cesar Arruda, comandante Militar do Leste, acompanham a ação de desinfecção na Central do Brasil por militares das Forças Armadas

Edvaldo Reis / Prefeitura do Rio

A Central do Brasil recebeu, nesta quinta-feira (26), ação de desinfecção, coordenada pelo Exército. Os trabalhos foram acompanhados de perto pelo Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. A medida é mais uma forma de prevenção ao novo coronavírus

O local, diariamente, recebe grande concentração de pessoas por conta da estação de trem que possui, que faz a ligação do Centro da cidade com bairros das Zonas Norte e Oeste além de cidades da Baixada Fluminense. 

Além disso, há uma estação de metrô e um terminal de ônibus na localidade, que conduzem passageiros a outros pontos da capital, como a Zona Sul da cidade. Profissionais da Comlurb prestaram apoio à ação, auxiliando na limpeza do local.

Durante a ação, Crivella fez um apelo ao governo federal para que libere o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de trabalhadores que mais sofrem financeiramente com o impacto da crise do novo coronavírus.

"Se o governo federal puder liberar o FGTS para esses motoristas e produtores culturais, que são 50 mil na cidade, e os ambulantes, além de motoristas de táxi e de aplicativos, seria uma grande ajuda. Ter acesso às suas poupanças vai permitir sobreviver neste momento de baixa demanda", disse o prefeito.

Antes da desinfecção, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) do Rio de Janeiro coordenou ação de ordenamento na Central do Brasil e na Praça XV. O foco estava no atendimento à população em situação de rua, retirada do comércio irregular e limpeza urbana.

Para isso, participam dos trabalhos 15 agentes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Guarda Municipal, Coordenadoria de Controle Urbano (CCU, da Secretaria Municipal de Fazenda) e Comlurb.

Também nesta quinta-feira, estações e embarcações das Barcas recebeu a desinfecção feita pelas forças armadas. Na ação são empregados militares da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, todos treinados em procedimentos de Defesa Biológica, Nuclear, Química e Radiológica (DBNQR).

Prevenção - A concessionária CCR Barcas anunciou que, para evitar aglomeração no interior das estações e nos barcos, os bloqueios das estações estão programados para que o número de passagens disponibilizadas seja exatamente igual ao número de assentos da embarcação da vez, de forma que somente passageiros sentados sejam transportados. Vale ressaltar a importância de as pessoas manterem distância uma das outras e permanecerem em casa no atual cenário de pandemia do Coronavírus, e que, em atendimento a Decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro para a prevenção do aumento do número de casos da doença, somente profissionais de setores essenciais estão sendo transportados.

A Concessionária destaca ainda que, por medida de prevenção ao aumento no número de casos de Coronavírus, adotou procedimentos operacionais e de informação, além de intensificar a limpeza e a higienização das embarcações e estações, com o objetivo de prevenir a propagação do vírus e conscientizar os passageiros sobre as ações de combate à doença. No âmbito operacional, as embarcações com sistema de ar condicionado estão navegando com as portas abertas, ação que ocorre, conforme aprovação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro.

Com relação à informação e à prevenção, a Concessionária instalou dispensers com álcool gel a 70% nas estações e informa, por meio de locuções, cartazes e vídeos nos terminais, e de um banner no site da empresa, as ações contra a propagação do vírus. Além disso, os colaboradores foram todos treinados pelo Departamento Médico da empresa.

Fiscalização do comércio prossegue na cidade

A Seop prossege, nesta quinta (26) com ação conjunta com a Guarda Municipal e a Secretaria Municipal de Fazenda, para fiscalizar o cumprimento do decreto nº 47.285, que determina o fechamento obrigatório de comércios e serviços não essenciais. A restrição também abrange o comércio ambulante. Nesta manhã, equipes atuam em toda a extensão da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul, e, à tarde, percorrerão a Rua Dias da Cruz, no Méier, na Zona Norte. Em Copacabana, bares, lojas de departamento e redes de fast-food já foram orientados a fechar.

Nos últimos dois dias de ação, a força-tarefa já fechou sete estabelecimentos. Ontem, quarta-feira (25) a ação esteve na Estrada dos Bandeirantes, na Zona Oeste, onde um estabelecimento estava em desacordo com o decreto e foi fechado. No comércio ambulante, uma barraca de caldo de cana foi orientada a se retirar e outras três barracas notificadas.

A medida começou a valer na terça-feira (24) com a fiscalização começando pela Barra da Tijuca. Seis estabelecimentos encerraram suas atividades após a orientação dos agentes municipais, na região da Avenida das Américas e outras vias do bairro da Zona Oeste.

A suspensão é por tempo indeterminado. As exceções são para farmácias, supermercados e hortifrútis; padarias; pet shops; e lojas de equipamentos médicos.

Rio+Seguro – As equipes do Rio+Seguro – programa da Prefeitura do Rio de apoio à segurança pública – também têm reforçado a fiscalização do comércio em Copacabana e Leme. Nos últimos dois dias, 26 estabelecimentos foram orientados por guardas municipais e policiais militares do projeto a fechar (incluindo lojas de doces e de departamentos, restaurantes, lavanderias e redes de fast-food) e outros dois a não servirem no balcão.

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