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Caminho livre para o próprio negócio

Cidade tem o 2º maior número de microempreendedores registrados

A designer de sobrancelha, Kathleen Timoteo, realizou o sonho de montar seu próprio negócio

Divulgação/Synara Azevedo

"Empreendedorismo não é ciência nem arte. É prática." A famosa frase do Peter Drucker, um dos maiores líderes de administração de empresas, se faz presente na vida de muitos gonçalenses. Hoje, eles fazem a economia movimentar e a roda girar. Entre os municípios do Estado, São Gonçalo registra o segundo maior número de microempreendedores individuais cadastrados, perdendo apenas para a capital do estado. Os últimos dados divulgados no mês de agosto pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que existem 52.275 MEIs no município. Os maiores registros são nos segmentos de beleza e moda.

Quem vê a designer de sobrancelha Kathleen Timoteo, de 25 anos, com um sorriso de orelha a orelha após realizar o sonho do negócio próprio, não imagina o quanto ela batalhou pela conquista.

Ao completar 18 anos, Kathleen buscava por emprego formal, mas não conseguia uma vaga. Apaixonada pelo mundo da beleza, a jovem se matriculou em um curso de designer de sobrancelhas e começou a atender conhecidas, fazendo com que aquele serviço fosse uma renda complementar. Em busca de conquistar uma clientela fiel, divulgava seu trabalho em redes sociais. Kathleen atendia em domicílio - indo de bicicleta até os lugares -, mas achava que precisava de um espaço para receber suas clientes.

"Comecei a trabalhar com uma amiga no espaço dela, era pequeno, mas conquistei muitas clientes. Após um tempo, sentia que precisava ter meu próprio local para fazer outros tipos de atendimento, como a micropigmentação, por exemplo. Até que um dia minha amiga disse que teria que fechar o local", relembra. 

Como Kathleen precisava continuar trabalhando, ela teve, enfim, a iniciativa de pôr seu sonho em prática.

"Tinha apenas R$ 200 e várias dívidas para pagar. E, mesmo assim, não pensei duas vezes em abrir meu próprio negócio. Procurei uma loja para alugar, peguei dinheiro emprestado com uma amiga e paguei o primeiro aluguel. Ainda tinha R$ 160 de crédito no meu cartão, que usei para comprar tinta e uma mesa para colocar minhas coisas", disse. 

Com muito esforço e dedicação, Kathleen deu vida ao seu negócio e segue investindo em seu crescimento profissional. Para manter e buscar novas clientes, procura ler livros de estratégias de marketing e empreendedorismo.

"Busco prestar um ótimo serviço, sempre estou fazendo curso e melhorando meu conhecimento para ter domínio sobre meu segmento. Além de fazer com que meu negócio tenha um ambiente agradável e confortável, pois acredito que isso também conte como um diferencial, hoje sinto que foi a melhor escolha que fiz e não me vejo trabalhando em outro lugar, para outras pessoas", contou.

Começo difícil 

Já Mayra Mesquita, de 30 anos, não conseguia voltar ao mercado de trabalho após o nascimento de seu segundo filho. Ela, então, decidiu que a única maneira de mudar a situação de desemprego em que vivia era abrir seu próprio negócio.

"Não tinha tempo para fazer algo físico por conta das crianças, muito menos dinheiro para investir. Como já tinha trabalhado no setor operacional em uma empresa, decidi por em prática algumas das funções que exercia", contou.

Mayra começou a se dedicar em técnicas de gestão empresarial, treinamentos e gerenciamento de mídia para microempreendedores. No início, não tinha sequer um computador para dar o pontapé inicial na iniciativa, o que conseguiu fazer depois, com ajuda da família.

Atualmente, Mayra busca levar conhecimento a outras mulheres que têm o interesse de empreender ou de aperfeiçoar as estratégias de vendas do seu negócio. Tudo isso, sem deixar de lado a função de mãe.

"Hoje me sinto feliz e realizada com o que venho conquistando e acredito que toda mulher deveria buscar a sua independência. Sei que não é fácil empreender quando se é mulher e mãe, sei também que sem a ajuda da nossa família é muito complicado, mas precisamos tentar. E eu gostaria de poder proporcionar conhecimento a toda mulher que deseja empreender e buscar sua tão sonhada independência", afirmou Mayra.

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