NITERÓI/RJ
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Morte de pastor foi planejada durante nove meses

Marido da deputada Flordelis, Anderson do Carmo era envenenado por uma das filhas

Segundo a polícia, Flordelis "apresentou versões contraditórias" e "omitiu informações relevantes"

Arquivo/Douglas Macedo

As investigações da Polícia Civil sobre a morte do pastor Anderson do Carmo revelaram que a trama para matar o líder religioso era planejada desde outubro do ano passado. Anderson do Carmo foi morto na madrugada do último dia 16 de junho na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói.

Em depoimentos prestados na Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, os filhos do pastor com a deputada federal Flordelis revelaram que uma irmã deles colocava um tipo de substância nos alimentos do pai. Por diversas vezes, Anderson do Carmo precisou de atendimento médico.

Por conta dessas substâncias, duas filhas do casal também passaram mal após comeram a comida que era do pastor.

Até o momento, dois filhos da deputada estão presos por conta do crime. Os irmãos Flávio Rodrigues e Lucas do Santos foram indiciados por homicídio qualificado.

Flávio, filho biológico de Flordelis, assumiu a autoria dos disparos que atingiram o padrasto. Em depoimento, ele disse à polícia que tomou a decisão após conversar com uma irmã e ficar sabendo que Anderson do Carmo estaria dando em cima de algumas irmãs que moravam na casa com o casal.

Lucas, filho adotivo, é acusado de efetuar a compra da arma usada para matar o pai.

O filho adotivo Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, e vereador de São Gonçalo, disse em depoimento que acredita que a deputada seria a mentora intelectual da morte do pai.

Misael afirma que Flordelis teria feito a cabeça do Flávio, alegando que o padrasto estaria abusando das crianças da casa. Para o vereador, a motivação do crime é financeira.

Através de sua assessoria, Flordelis disse que as contas do marido estavam no vermelho e que a casa onde mora é financiada. De acordo com a nota, Anderson do Carmo era o responsável por conduzir a vida da deputada, seja na política o no meio evangélico.

"Eu estou fraca, estou doente, tendo que trabalhar me arrastando porque preciso honrar os votos que recebi e também preciso cuidar da minha família. Porque nada e nem ninguém vai destruir tudo que construímos juntos", completa a deputada.

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