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Bullying: saiba o que é e como combater este grave problema

Por professor Aderbal Sabrá e professora Selma Sabrá, especial para O FLUMINENSE

A maioria dos casos de bullying acontece nas escolas e via internet

Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Atualmente o bullying é considerado um problema mundial, podendo acontecer em vários contextos. Pode ocorrer nas faculdades, nos ambientes de trabalho, mas há uma tendência maior de ocorrer nas escolas. Na maioria das vezes, as escolas não admitem a ocorrência do bullying e os alunos acabam sendo obrigados a conviver em silêncio com esse tipo de violência.

Essas agressões costumam ocorrer em áreas menos supervisionadas, facilitando a realização destes atos desastrosos, danosos contra os que não conseguem se defender dos desmandos dos agressores.

Os atos de bullying ferem os princípios constitucionais, no que diz respeito à dignidade da pessoa humana. Não fere apenas a Constituição Federal, mas também o Código Civil, gerando o dever de indenizar pelo ato ilícito que leve o dano a terceiro.

O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, uma vez que as escolas como prestadoras de serviços são responsáveis pelos atos de bullying que ocorram em áreas sob sua supervisão.

A Lei nº 13.185, em vigor desde 2016, classifica o bullying como intimidação sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação. A classificação também inclui ataques físicos, insultos, ameaças, comentários e apelidos pejorativos, entre outros.

Comportamentos - Algumas atitudes como empurrar, bater, colocar apelidos pejorativos, deteriorar pertences são comuns. O bullying físico raramente é a primeira forma de bullying que uma pessoa experimenta. A vítima geralmente tem medo do agressor, em razão das ameaças que sofre e muitas vezes pelas violências físicas que sofre.de forma repetida. De um modo geral as escolas desconhecem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou se omitem, negando o problema, ao invés de enfrentá-lo.

Os outros alunos acabam sendo também afetados, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.

 Dificuldades - Algumas crianças com perfil mais retraído costumam ser as maiores vítimas, uma vez que apresentam maior dificuldade para falar o que está acontecendo seja em casa ou na escola, além do medo de agravar ainda mais a situação, uma vez que as ameaças costumam fazer parte das agressões contribuindo de forma significativa para o silêncio.

 Esse comportamento agressivo e antissocial de estudantes, os que praticam o bullying sem motivação evidente, em uma relação desigual de forças, geralmente está ligado a famílias desestruturadas.

 Algumas alterações como mudança no comportamento, queda no rendimento escolar, querer faltar a escola são sinais bastante frequentes por quem sofre esse tipo de violência. A família e a escola devem conversar com esses jovens e estarem sempre atentos para observar estes sinais a fim de ajudar a solucionar e prevenir estes danos tão prejudiciais a saúde mental destes jovens.

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