Balanço da microcefalia no Rio de Janeiro

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O Aedes aegypti tem sido o vilão dos últimos anos no Rio de Janeiro

Divulgação

A Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde informa que de 1º de janeiro de 2015 a 05 de janeiro de 2016 foram registrados 121 casos de microcefalia no Estado do Rio de Janeiro. Os números são consolidados após cruzamento de informações extraídas do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Relatório de Emergência em Saúde Pública (Resp), ambos do Ministério da Saúde. Em 2014, foram registrados 10 casos da malformação no RJ, segundo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc).

Dos 121 casos, 102 são de bebês já nascidos e os outros 19 são referentes ao período intrauterino. Deste total, 43 mulheres relataram histórico de manchas vermelhas pelo corpo ao longo da gravidez. A Secretaria esclarece que, por causa do novo protocolo de vigilância estabelecido pelo Ministério da Saúde, que considera a microcefalia em bebês com perímetro cefálico menor ou igual a 32 cm, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica realizou uma revisão de todos os casos registrados no Relatório de Emergência em Saúde Pública de modo a verificar as notificações que se enquadravam na nova definição de caso. Para fins de vigilância, os casos com nascimento até maio/2015 e que não se encontram dentro da definição citada foram excluídos. A data definida para exclusão leva em conta a época do início da circulação do vírus Zika no Estado do Rio de Janeiro.

Desde 18 de novembro de 2015, quando se tornou obrigatório no Estado a notificação de gestantes com manchas vermelhas na pele (exantema), já foram notificados 1.503 casos de grávidas com exantema. Até o momento, 17 tiveram a confirmação de Zika vírus, mas ainda não há confirmação se os fetos apresentam microcefalia. Importante ressaltar que o resultado positivo para Zika vírus não configura a existência de microcefalia e que essas gestantes serão monitoradas até o final da gestação.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde acrescenta que, desde junho de 2015, quando tornou obrigatória a notificação de casos de síndromes neurológicas agudas com histórico de manchas vermelhas (exantema) no Estado, foram notificados 11 casos da Síndrome de Guillain-Barré no RJ, sendo que 5 deles possuem relato de exantema, 4 seguem em processo de investigação e 2 foram descartados.

Informação – A notificação deve ser feita por profissionais de saúde em até 24 horas após identificação de gestantes que tenham apresentado relato de manchas vermelhas pelo corpo, independente da idade gestacional. Para notificar basta enviar um e-mail para o endereço [email protected] , ligar para os telefones (21) 2333-3993, (21) 2333-3996, (21) 98596-6553 ou preencher o formulário online disponível no sites www.riocomsaude.com.br/exantema [1], http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23642 [2].

Zika – O Zika vírus foi descoberto na década de 1940 em Uganda e identificado nas Américas apenas no ano passado. A doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, e causa febre, manchas pelo corpo, coceira, além de dor de cabeça, muscular e nas articulações. O tratamento é hidratação, medicamentos para os sintomas e geralmente o paciente fica curado entre quatro e cinco dias. No entanto, por ser uma doença nova, sem muitos registros na literatura médica, não há até o momento evidências científicas que comprovem a relação entre o vírus em gestantes e o nascimento de crianças com microcefalia. Por isso, é fundamental, por precaução, que mulheres grávidas reforcem medidas de proteção individual, como o uso de repelentes e evitar exposição em locais e períodos de maior atividade do mosquito.

Microcefalia – A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio menor que o tamanho normal. Na maioria dos casos, é resultado de alguma infecção adquirida pela mãe durante a gravidez, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus, além de abuso de álcool, drogas e em síndromes genéticas como a síndrome de Down. Em 90% dos casos, a microcefalia está associada a um atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor. Não há como reverter a microcefalia, mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.