Região Leste pode crescer esse ano

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O estado do Rio de Janeiro vive de 2015 para cá uma das mais prolongadas crises de sua história, tanto política quanto econômica. O resultado dessa situação foi que o estado apresentou um Produto Interno Bruto (PIB) negativo de 0,6%, enquanto o país teve uma leve melhora, PIB de 1%, em 2017. 

Conforme levantamento Retratos Regionais do Sistema FIRJAN, os indicadores econômicos e a Sondagem Industrial da região Leste apresentam dados inquietantes tanto para os empresários quanto para toda a sociedade. A Unidade de Capacidade Instalada está muito abaixo da série histórica, assim como o volume de produção em 2017 ficou aquém do desejado. Consequentemente o pessimismo do empresário industrial do Leste Fluminense é grande, pois prevê uma retomada lenta. 

O Leste foi uma das regiões mais afetadas pela crise do estado. Nos últimos três anos, 74 mil postos de trabalho foram extintos. As perdas do setor de petróleo e gás no período, incluindo a paralisação das obras do Comperj, impactaram fortemente na região. 

Com a redução do emprego formal, cresceu o número de Microempreendedor Individual (MEI). Como O Fluminense registrou, em reportagem há três semanas, o município de Niterói consignou 27.172 aberturas de MEI no ano passado, enquanto em 2016 foram 22.973 novos registros. Outro dado negativo para a região, foi o aumento do roubo de cargas – um salto de 76% entre 2016 e 2017. No município de São Gonçalo esse percentual é ainda maior, 81%. 

Apesar de dados tão negativos, é possível dizer que 2018 começa a dar sinais de uma lenta recuperação, que propiciarão uma melhora no ambiente de negócios e, desejamos, a retomada dos empregos e aumento de renda da população. Mês passado, a Petrobras anunciou o contrato com empresa chinesa Shandong Kerui Petroleum para a construção de uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), no Comperj. A expectativa é de 5 mil postos de trabalho, direta e indiretamente, até 2019. 

Além disso, a previsão de crescimento da indústria extrativa é de 4% para este ano, o que deverá melhorar as atividades da indústria naval, uma das forças motoras da nossa região, principalmente da cidade de Niterói. O aumento da produção do Pré-Sal na Bacia de Santos, em 2017, fez aumentar a distribuição de royalties nos municípios confrontantes, em especial, Maricá e Niterói. Por fim, o sucesso da 15ª Rodada de Licitações, no fim de março, comprova as expectativas de melhoria no ambiente de negócios da região é possível ainda esse ano.