760 imóveis ligados à rede de esgoto em Niterói

Niterói
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Executado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Projeto Se Liga reduziu em 84% o lançamento de efluentes nos cursos d’água da região Oceânica de Niterói, considerando a regularização das ligações de esgoto de 760 imóveis dos 900 notificados pelo Instituto, nas localidades de Arrozal, Santo Antônio, Jardim Imbuí, João Mendes, Jacaré, Froes, Charitas, São Francisco e em alguns estaleiros da Ilha da Conceição.
 
“Esse projeto é um exemplo de como uma ação integrada entre poder público e sociedade pode resultar em melhorias para a população e o meio ambiente. A regularização da rede de esgoto de Niterói beneficia a qualidade ambiental de importantes rios, lagoas e praias da Região Oceânica”, ressaltou o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa.
 
Desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Niterói e a concessionária Águas de Niterói, a iniciativa evitou que 300 mil litros por dia de esgoto in natura fossem despejados nos rios da região, segundo cálculos dos técnicos da Superintendência Regional Baía de Guanabara (SUPBG) do Inea, que acaba de divulgar um balanço atualizado do projeto.
 
De acordo com o levantamento, foram vistoriados 5.966 imóveis na Região Oceânica de Niterói, dos quais 4.589 encontram-se atualmente conectados à rede pública de esgoto – dados da Concessionária Águas de Niterói.
 
Durante as vistorias, foram observadas diversas formas para o tratamento dos efluentes sanitários nas residências visitadas pelo Projeto Se Liga. Técnicos do Inea, avaliaram que as formas de tratamento mais comuns encontradas foram fossa séptica, filtro, sumidouro e conexão direta à rede pluvial. De acordo com o corpo técnico do Instituto, essas ações contribuíam direta ou indiretamente para a poluição dos cursos d’água por meio do lançamento de efluente doméstico sem tratamento prévio.
 
O Projeto Se Liga já atuou em nove frentes de ação. Em sua próxima frente o projeto irá atender os bairros da Ilha da Conceição (parte residencial) e de Maria Paula, que possui rios contribuintes da Baía de Guanabara. ”Nessa nova fase, o projeto passa não somente a contribuir com a diminuição de efluentes lançados nas águas interiores, mas contribui também com a melhoria da qualidade da água da Baía de Guanabara”, destacou a Superintendente Regional da Baía de Guanabara, do Inea, Amanda Rodrigues.