Chikungunya lota unidades de saúde

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Pacientes precisaram esperar atendimento do lado de fora, devido à lotação

Foto: Evelen Gouvêa

O aumento do número de casos suspeitos de chikungunya está lotando hospitais e policlínicas de São Gonçalo. Desde o início da semana, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Cidade e o Pronto Socorro Central (PSC), no Zé Garoto, enfrentam o aumento da demanda. Nesta quinta-feira (22), alguns pacientes chegaram a esperar mais de cinco horas por atendimento. Na segunda-feira passada, pacientes relataram que a espera chegou a 10h, o que motivou várias desistências.  

Último levantamento divulgado pela Secretaria Mnicipal de Saúde já registrava 30 casos de chikungunya neste mês, o dobro de notificações de todo o mês de fevereiro, quando foram registrados 14 casos. Ao todo, houve 108 registros da doença no município neste ano. 

Na manhã desta quinta, os pacientes que se dirigiram até a UPA de Nova Cidade precisaram ter paciência. A lotação na sala de espera fez com que as pessoas tivessem que aguardar atendimento do lado de fora, já que não havia espaço para tanta gente na unidade. Moradora da Trindade, Mariana Souza, 20 anos, é uma que está com suspeita de chikungunya. 

“A rede pública de saúde da cidade não tem suporte para atender um grande volume de pacientes, caso ocorra uma epidemia da doença. Hoje precisei esperar algumas horas para ser atendida e me pediram para retornar amanhã, se as dores se agravarem. Porém, não tenho condições físicas para aguardar atendimento em filas. Só me resta rezar para ficar curada logo,” declarou. 

No PSC, o problema se repete.   

“Estou com muitas dores no corpo e após aguardar horas na fila a enfermeira me aplicou uma injeção e pediu para retornar amanhã. Infelizmente, não quero passar pelo mesmo transtorno e prefiro não voltar. Vou recorrer a remédios e repousar, porque depender do sistema público de saúde é humilhante,” reclamou a dona de casa Alice Freitas, 31 anos. 

Nas redes sociais, moradores no município também destacam problemas no atendimento na UPA de Santa Luzia e revelam que a lotação provocou uma demora no atendimento também de 10 horas. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a demanda nas emergências aumenta em épocas de doenças sazonais. No entanto, cada unidade organiza seu fluxo de forma que não atrapalhe a dinâmica de atendimentos para outras especialidades.  

Ainda segundo o órgão, a UPA de Nova Cidade recebeu apenas 23 pacientes com suspeita de chikungunya.