Cresce 74,5% número de pessoas que voltaram ao mercado de trabalho

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O número de trabalhadores que voltaram ao mercado, por meio do serviço de Intermediação de Mão de Obra (IMO) Cadastro de Vagas,  da Secretaria de Trabalho e Renda, aumentou em 74,5% nos primeiros cinco meses de 2017, no estado, em relação ao mesmo período de 2016. Este ano, entre janeiro e maio, o serviço mantido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, conseguiu recolocar 2.968 pessoas, contra apenas 1.701 em 2016.
 
Os dados, da Superintendência de Atendimento ao Trabalhador e Relações Trabalhistas (SAT-Setrab), mostram que o serviço mantido pela secretaria tem conseguido captar e oferecer vagas reais ao trabalhador, apesar de a última divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ter apontado que o estado foi o segundo em perda de postos de trabalhos formais, em maio. O Rio Grande do Sul foi o que teve maior corte, com mais de 12 mil vagas encerradas, contra 5.583 no Rio de Janeiro, com um total de menos 59.890 postos em 2017.
 
Desempregado há dois anos, José Nilton de Oliveira, de 53 anos, foi chamado por uma servidora do Sine (Sistema Nacional de Empregos) Tijuca para comparecer ao posto, onde uma carta de emprego o aguardava.  Morador do Cachambi, Zona Norte do Rio, casado e com dois filhos, José Nilton está animado com a nova oportunidade.
 
"Eu vivia cabisbaixo. É assim quando se está desempregado. Hoje não, tudo mudou, a empresa é boa e vejo chances de crescer profissionalmente", afirmou o operador de caldeira, que trabalha no setor de Reciclagem de Resíduos do Aeroporto Internacional Tom Jobim.
 
Moradora de Belford Roxo, Suzana de Almeida Silva, de 44 anos,  estava sem emprego há nove meses. Com experiência nas áreas de Administração em Saúde e de Atendente, foi ao Sine em maio e conquistou uma vaga como operadora de telemarketing.
 
"O pior período que já passei foram esses nove meses sem trabalhar. Apesar de experiência e perfil de outra área, estou me esforçando e atenta às possibilidades de crescimento", disse Suzana.
 
O secretário de Trabalho e Renda, Milton Rattes, disse que o crescimento do número de pessoas recolocadas deve-se, entre outras coisas, ao reforço na captação de vagas empreendido na secretaria a partir de um processo de reestruturação dos postos do Sine-RJ. Mesmo que o número de postos existentes no mercado tenha reduzido de 23.468, em 2016, para 11.168, em 2017, foi possível ampliar as chances.
 
"Com essa melhora na nossa estrutura, a Intermediação de Mão de Obra tem localizado vagas que vão de encontro ao perfil do trabalhador. Estamos abertos a fazer esse trabalho de intermediação, que é bom para o trabalhador e para as empresas. Hoje, temos 14 postos na capital, além de 24 espalhados por todo o estado", ressaltou o secretário de Trabalho e Renda.