Ex-governador Celso Peçanha morre aos 99

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Sepultamento aconteceu no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba. Peçanha completaria 100 anos em agosto

Foto: Marcelo Feitosa


Foi enterrado na tarde desta quinta-feira (14) no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba,  sob aplausos de amigos e parentes que acompanharam o velório, o corpo do ex-governador do Rio de Janeiro Celso Peçanha. Prestes a completar o centenário em 2 de agosto, o político, que era viúvo há quatro anos, deixa três filhos, netos e bisnetos. Nascido em Campos dos Goytacazes, norte do Estado, Peçanha, além de político, foi advogado, jornalista, professor e chegou a publicar 10 livros. 

Em 1950 ele se elegeu deputado federal pelo antigo Estado do Rio de Janeiro. Já em 1958 foi eleito vice-governador e, com a morte do então governador Roberto Silveira, em 1961, assumiu o Executivo estadual até 1962. Peçanha ainda foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), prefeito de Bom Jardim e de Rio Bonito por três vezes.

Claudio Peçanha, filho do ex-governador, contou com orgulho a trajetória política do pai. Segundo ele, Celso foi o último verdadeiro político profissional a morrer.

“Ele (Celso) a vida toda só pensou em fazer política. Como ele viveu muitos anos, os eleitores de hoje não o conheceram bem. Ele foi um político antes da televisão, internet e Facebook. Conseguiu se eleger cumprimentando e olhando no olho de cada eleitor que votava nele”, contou o filho, que ainda acrescentou que além de político o pai também era escritor .

“Escreveu 10 livros ao longo de sua vida e um deles ficou muito marcante. Ele definiu sua vida dizendo “eu não sou apenas eu, eu sou eu, e os meus amigos e eleitores”.