Filhos se despedem de assessora morta em Niterói

Niterói
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Pelo menos 100 pessoas participaram da cerimonia em memória a assessora parlamentar Teresa Gobbi.

Foto: Marcelo Feitosa

Cerca de cem pessoas acompanharam a missa de corpo presente em memória a Tereza Gobbi da Silva, de 53 anos, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no bairro do Cubango, na Zona Norte de Niterói, na noite desta quarta-feira. Segundo a polícia, a assessora parlamentar do vereador Betinho (Solidariedade) foi morta pelo ex-marido, na frente da filha, na madrugada desta terça-feira (23), em um condomínio de prédios no Cubango. 

Os filhos do casal, emocionados, acompanharam a cerimônia aos prantos, mas a filha mais velha, Bruna, de 18 anos, fez questão de atuar nas exéquias em homenagem a sua mãe como coroinha. Muito fragilizados, ambos não quiseram dar declarações sobre o ocorrido. 

Depois da celebração, o corpo de Tereza voltou para a funerária de onde segue, hoje pela manhã, para a cidade de Francisco Beltrão, no interior do Paraná, de onde é toda a sua família. O corpo será sepultado na tarde de hoje na cidade, no Cemitério de Nova Concórdia, onde fica o jazigo da família. Os filhos do casal foram para o Paraná ainda na noite desta quarta.

Tereza era assessora parlamentar do Vereador Alberto Luiz Guimarães Iecin, o Betinho, e com isso antes do início da sessão plenária realizada nesta quarta-feira na Câmara Municipal, foi respeitado um minuto de silêncio em respeito à sua memória. O presidente do Legislativo, Paulo Bagueira (Solidariedade), lamentou a ocorrência de mais um crime passional destruindo uma família na cidade e tendo como vítima uma mulher, e pediu a Deus que conforte os familiares. 

O vereador Betinho lembrou a amizade de longa data que mantinha com o casal. Diante dos fatos, ele está muito triste que um crime como este tenha acontecido com pessoas tão próximas a si, principalmente por conhecer o caráter de cada um, tanto a vítima quanto o assassino. 

“Eram duas pessoas bem próximas, tanto a Tereza, como minha assessora e pelo Roberto, um grande amigo. Infelizmente num momento como este quem sofre são os filhos e as pessoas próximas. Os dois já estavam separados, mas mantinham um relacionamento de amizade”, declarou. 

Crime – Tereza morreu ao ser atingida pelas costas por uma facada que teria sido desferida pelo seu ex-marido, o historiador Roberto Catarino da Silva, de 50 anos, após uma discussão no prédio onde ambos moravam, na Rua Noronha Torrezão, por volta de uma hora da manhã da última terça-feira. Moradores que presenciaram o crime, entre a eles a filha do casal, pediram ajuda a uma viatura da Polícia Militar que passava pela rua, que socorreu a mulher e deu voz de prisão em flagrante para Roberto. 

Segundo amigos próximos da vítima, os dois eram um casal exemplar até que uma traição de Roberto foi descoberta e Tereza pediu a separação. Segundo informações, ele continuou vivendo em um quarto no mesmo prédio, mas ele não aceitava o fim do casamento e ela não suportava a traição, ficando a conciliação impossível. Mesmo assim,  segundo vizinhos, as brigas entre o casal eram constantes. 

Na noite do crime, de aciordo com a polícia, o casal teria começado a discutir no playground do condomínio e quando chegaram na portaria, Roberto teria perdido a cabeça e desferiu uma facada nas costas de Tereza, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo testemunhas do crime, quando viu a ex-mulher no chão ele teria tentado reanimá-la, mas sem sucesso. 

Roberto foi atuado em flagrante pelo crime de feminicídio e foi transferido aind anesta quarta-feira para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Norte do Rio.