Protestos ganham ruas do País

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Na Alameda São Boaventura, motoristas que seguiam para o Rio de Janeiro encontraram trânsito intenso durante o dia. O engarrafamento chegou a mais de dois quilômetros

Foto: Evelen Gouvêa

As reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de terceirização levaram manifestantes às ruas nesta sexta-feira (30). Desde as primeiras horas desta sexta-feira, o movimento de manifestantes já podia ser visto em todo o Estado. Em Niterói, vias foram bloqueadas, causando grandes congestionamentos. Às 5h, movimentos sociais e centrais sindicais já se concentravam na Praça Arariboia, sem prejudicar o embarque de passageiros. Na Avenida do Contorno, na altura da Auto Viação 1001, o protesto gerou transtorno para motoristas, com pneus queimados fechando a rodovia.  

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e equipes da concessionária Autopista Fluminense acompanharam o ato e trabalharam para a liberação da Contorno. Por volta das 7h40, o trânsito já estava livre no local. Alguns pneus usados pelos manifestantes foram largados no acostamento.  

Quem seguia em direção ao trabalho nesta sexta pela Rodovia Governador Mário Covas, a BR-101, precisou de paciência. Foram registrados 16 quilômetros de engarrafamento já nas primeiras horas do dia. O congestionamento começava na altura do bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, até a Avenida do Contorno. Em Niterói, na Alameda São Boaventura, o fluxo também era lento. 

Em frente à Câmara de Niterói, observados por PMs, sindicalistas protestaram

Foto: Evelen Gouvêa

Uma parte do ato também se concentrou em frente à estação das barcas, a partir das 5h, bloqueando parte da entrada para o embarque. No entanto, o Batalhão de Choque (BPChq) usou grades e um cordão de isolamento para garantir a entrada de usuários. A medida foi obtida através de uma liminar na Justiça, impedindo o bloqueio pelo protesto. O serviço operou normalmente e, até às 10h, a concessionária transportou 23.912 passageiros.  

Por volta das 9h, quem protestava no local seguiu em passeata pela Rua da Conceição até a Avenida Marquês do Paraná, em frente ao Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap). Logo depois, eles retornaram pela Avenida Ernani do Amaral Peixoto, se concentrando em frente à Câmara Municipal de Niterói. Duas faixas da via foram bloqueadas. A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam o movimento para impedir graves ocorrências. Agentes da Niterói Transportes e Trânsito orientaram os motoristas.  

“Essa é a segunda greve geral que os trabalhadores estão fazendo contra o governo de Michel Temer e suas duas principais medidas que são as reformas sindical e trabalhista. O direito básico do trabalhador está sendo violado pelo governo e as pessoas estão indignadas”, declarou Pedro Rosa, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal Fluminense (SintUFF). 

O mesmo grupo chegou novamente às barcas por volta das 15h, de onde partiram em direção ao Centro do Rio, na Igreja da Candelária, onde ocorreram novos protestos. 

Bancos e escolas aderem à greve geral 

O Sindicato dos Bancários de Niterói e Região também aderiram à greve, e colaram nas agências da cidade papéis informando sobre a paralisação. A decisão foi tomada em uma assembleia realizada nesta semana.

Além deste, o Sindicato da Educação de Niterói (Sepe) também aprovou a adesão, e convocou os trabalhadores da rede municipal e estadual de ensino do município para paralisação. No entanto, a Secretaria de Estado de Educação informou que as aulas ocorreram normalmente.