Reunião de gestores em Medellín

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O prefeito Rodrigo Neves apresentou o plano Pacto Niterói contra a Violência

Flávio Pessoa / Divulgação

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, participa, desde segunda até esta quarta-feira (19), da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que está sendo realizada na cidade de Medellín, na Colômbia. Convidado pela agência internacional e pela prefeitura local, Neves está compartilhando com os demais chefes de Executivo as experiências de Niterói em temas como cidades inteligentes, sistemas de Defesa Civil, resiliência e segurança pública, entre outros.

Rodrigo Neves integrou uma mesa com os prefeitos Federico Gutierrez (Medellín), o anfitrião, de Vitória (ES), Luciano Resende, e chefes do Executivo de cidades de México, Argentina, Chile e Uruguai. O tema principal abordado foi a segurança pública e a criminalidade das cidades da América Latina.

A região tem aproximadamente 9% da população mundial e responde por 32% dos registros de ocorrências criminais e homicídios de todo o mundo. A segurança pública é, inclusive, considerada o principal problema das médias e grandes cidades de todos os países.

Na reunião, Rodrigo Neves apresentou o plano Pacto Niterói contra a Violência, com as principais medidas que estão sendo implementadas em Niterói, e que é inspirado em iniciativas semelhantes de Nova Iorque e da própria Medellín.

A situação da cidade colombiana, inclusive, comprova os efeitos positivos das ações com a redução drástica dos índices de homicídios. Nos anos 90, Medellín chegou a figurar como a cidade mais violenta do mundo, com uma taxa de homicídios de 368 pessoas para cada grupo de 100 mil habitantes. Hoje, a taxa está na casa de 23 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes, níveis similares aos de Niterói, o mais baixo da Região Metropolitana do Rio. No entanto, para o prefeito, esses índices ainda são inaceitáveis:

“Niterói, apesar de ter os menores índices da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, não é uma ilha e também sofre no contexto do agravamento da violência nas grandes cidades e nesta mesma região”.

Para os prefeitos e especialistas em segurança pública convidados para a reunião, as principais causas desse cenário são a ocupação desordenada do solo, o desemprego, a falta de oportunidades educacionais para os jovens, a fragilidade e a falta de confiança dos cidadãos nas instituições, entre elas, as polícias e a Justiça. Eles apontam que a solução requer um grande e complexo esforço, com ações coordenadas e integradas entre as várias esferas de governo e a efetiva participação da sociedade civil.

“É preciso integrar as forças de segurança, investir em tecnologia, como o monitoramento que implantamos, em um grande esforço de prevenção com foco em jovens que não estudam nem trabalham e na melhoria da infraestrutura das regiões mais desassistidas da cidade. Precisamos de interação total entre o setor privado e de sua participação nos esforços do governo e do setor público, assim como necessitamos da presença das universidades. A segurança pública é fundamental para a criação de um ciclo virtuoso e desenvolvimento social e econômico nas cidades da América Latina”, disse Rodrigo Neves.