Da tradição yorubá à música popular

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Grupo homenageia a herança africana com cânticos em yorubá, propondo uma interpretação artística desses cânticos

Foto: Divulgação

O grupo OuroBa, que homenageia a herança africana com cânticos em yorubá, faz show de lançamento de seu disco homônimo nessa quarta-feira, dia 28, no Teatro Riachuelo, no Centro do Rio. 

Todo supervisionado por um babalorixá fluente na língua africana, o sexteto de vozes da MPB faz uma interpretação artística desses cânticos religiosos. O roteiro prevê 44 cânticos que foram distribuídos nas 17 faixas no disco. Para ilustrar e aguçar a percepção dessa herança na nossa musicalidade, os integrantes do OuroBa incluíram no roteiro alguns trechos de músicas de artistas como Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Baden Powell e Vinicius de Moraes, que há muito valorizam os sons da África.

O OuroBa nasceu em agosto de 2014, prometendo para si mesmo criar um diferencial no reino da música vocal carioca. Foi Symô, ex-integrante do BR6, quem convocou os cantores Dalmo Medeiros (integrante do MPB4), Marianna Leporace (do Folia de 3), Kika Tristão (ex-integrante do Be Happy), Vicente Nucci (o mais jovem, filho do cantor Cláudio Nucci e da regente de corais Patrícia Costa) para o trabalho. O time foi completado pela competência da arranjadora, compositora, cantora e instrumentista Célia Vaz.

Com a valiosa supervisão de Pai Marcos de Jagum, os cantores desbravaram esse repertório e desenvolveram um trabalho de interpretação dos cantos do candomblé, que foram gravados no disco com arranjos vocais especiais, respeitando em todos os momentos a cultura desta religião. 

No Teatro Riachuelo, o OuroBa estará acompanhado por Felipe Poli (violões), Fernando Leporace (baixo e teclado), Zero e Naif Simões (percussões), trazendo ao palco toda a sonoridade especial do sexteto de vozes.