Red Bull ameaça deixar F-1, se parceria com Honda der errado

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Diretor da escuderia garantiu que dobradinha com japoneses é satisfatório, mas resultados serão determinantes

Divulgação

Desde que Sebastian Vettel emplacou quatro títulos consecutivos, entre 2010 e 2013, a Red Bull não consegue ser campeã da Fórmula 1. Diante disso, a equipe fechou com a Honda para o fornecimento de motores a partir da próxima temporada, e essa parece ser a última esperança da equipe em busca da retomada de sucesso na categoria.

Em declaração ao site alemão Speedweek, o ex-piloto e atual membro da diretoria da equipe austríaca, Helmut Marko, disse que caso a parceria com a montadora alemã falhe, a RBR abandonará a F1.

“Estamos satisfeitos com a incrível parceria com a Honda para os próximos anos. E se essa parceria, por qualquer que seja o motivo, não der certo, aí a Red Bull deixará a Fórmula 1”, garantiu.

Além disso, o diretor que revelou que foi a própria RBR que convenceu a Honda da parceria, uma vez que os japoneses ficaram muito perto de deixar a categoria após os problemas que tiveram com a McLaren.

“A parceria com a Honda tem ido bem com a STR. E após ao desastre deles com a McLaren, estavam perto de deixar a F1 no fim de 2017. Tivemos que convencê-los, depois de conversas intensas, de que poderiam continuar a sua jornada conosco”, completou.

Raikkonen – Os pneus de de Kimi Raikkonen sofreram no GP da Itália, realizado no último domingo. Após cair na ’emboscada’ da Mercedes e ficar preso entre Valtteri Bottas e Lewis Hamilton por boa parte da corrida, o finlandês viu os pneus de sua Ferrari ficarem completamente desgastados, perdendo competitividade diante do britânico, que venceu a prova.

Mario Isola, diretor da Pirelli, apontou imprevistos durante os treinos livres para o desgaste excessivo. 

“A sexta-feira foi um dia estranho. O primeiro treino livre foi com pista molhada e chuva. Então, os times tiveram de focar na segunda sessão. E aí teve a batida de Ericsson, então o segundo treino livre teve uma hora (normalmente, tem 1h30) para que os times acertassem o carro, testassem os dois pneus e realizassem a simulação de corrida com o tanque cheio. Essa simulação de corrida teve 10 voltas. E a partir disso, você tem uma ideia do que vai acontecer, mas não é algo regular”, declarou.

“O conjunto macio sofre mais com bolhas por causa do menor desgaste. Quando você tem menos desgaste, você acaba tendo mais geração do calor no núcleo do pneu, causando as bolhas. Isso porque se você segue um carro, você perde pressão aerodinâmica e escorrega mais. O supermacio tem mais aderência e escorrega menos, por isso cria menos bolhas. E aí se você imprime um ritmo forte desde a primeira volta com um pneu (macio) novo, você tem mais borracha e isso exacerba o efeito de bolhas”, completou.

Após a corrida, Raikkonen declarou “que não tinha o que fazer” com os ataques de Hamilton, tanto é que nas nove voltas seguinte à ultrapassagem o britânico abriu 10 segundos. Com tamanha vantagem, o piloto da Mercedes teve tranquilidade para administrar a liderança e cruzar a linha de chegada oito segundos à frente.