Deputados tomam posse em solenidade na Alerj

Política
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O governador Wilson Witzel participou da solenidade e ressaltou em seu discurso a importância do cargo legislativo

Douglas Macedo

Tomaram posse, na tarde desta sexta-feira (1), em sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), os 64 deputados estaduais eleitos no pleito do último ano que irão representar o Legislativo Fluminense pelos próximos quatro anos.

A solenidade, que contou com lideranças políticas como o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), seu vice, Cláudio Castro, e prefeitos de diversos municípios do estado, foi presidida pelo também deputado estadual reeleito André Ceciliano (PT), que ocupa a presidência da Casa Legislativa. 

Um a um, os deputados eleitos foram chamados para realizar o voto e precisavam aceitar o compromisso de representar o estado, concordando com os seguintes termos:

“Prometo desempenhar fielmente o mandato que me foi confiado, dentro das normas constitucionais e legais da República e do Estado, servindo com honra, lealdade e dedicação ao povo do Estado do Rio de Janeiro”. 

Dentre os que tomaram posse, sete políticos que aceitaram a responsabilidade parlamentar serão o Leste Fluminense na Alerj. 

Renan Ferreirinha (PSB), deputado mais novo desta legislatura, revelou o seu desejo de mudança na Casa. Para ele, a Alerj precisa de novos ares.

“A mudança está começando, é um dia muito especial. A Alerj precisa passar uma página. Infelizmente o povo fluminense tem vergonha da Alerj por razões justas. Nós precisamos resgatar esta esperança e engajamento cívico no Poder Legislativo, porque não dá mais”, referindo-se aos recorrentes casos de corrupção envolvendo parlamentares.

O niteroiense Flávio Serafini (Psol) foi reeleito e, nesta sexta, oficializou sua atuação como deputado pelos próximos quatro anos. O parlamentar não perdeu tempo e, na própria sessão solene de posse, foi visto recolhendo assinaturas de colegas para instaurar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito.

“Estamos recolhendo assinaturas para uma CPI sobre as diferentes mudanças e procedimentos feitos com o sistema previdenciário do estado do Rio. Nosso sistema chegou a ser considerado o maior do Brasil, que rapidamente entrou em uma crise profunda. Não temos dúvidas que tem a ver com má gestão, esquemas. Queremos investigar para construir uma previdência saudável para os nossos servidores”, afirmou. 

Waldeck Carneiro (PT) foi outro niteroiense reeleito para a Alerj. O petista afirmou que espera que o Rio possa sair do “buraco onde foi colocado”.

“O estado tocou o fundo do poço em função de políticas irresponsáveis de isenção tributária, não combatendo a sonegação, não cobrando grandes devedores. A primeira grande expectativa é que o estado possa, pouco a pouco, sair desse buraco”, disse.

Gustavo Schmidt (PSL), terceiro niteroiense da Casa, pretende focar sua atuação na área da segurança pública.

“Pretendemos diminuir a insegurança para trazer novos investimentos. Precisamos ter muita habilidade dentro da Casa para poder prosseguir nesta área. Tenho certeza que vamos ter sucesso e recuperar o nosso estado”, declarou.

Representando Maricá, Zeidan (PT) foi reeleita e prometeu honrar seu compromisso com o povo de sua cidade.

“Fui a deputada mais votada de Maricá e, ao lado do prefeito Fabiano Horta, vou continuar sendo o apoio da prefeitura nas lutas que a cidade já conquistou como no caso da municipalização da Cedae; na lei que autoriza a contratação pelas prefeituras de policiais e bombeiros da reserva; e nas demandas junto ao governo do estado. Na Comissão de Turismo da Alerj, vou ajudar as cidades fora da capital, como toda Região dos Lagos, que tenham potencial de alavancar o empreendedorismo e o turismo”, afirmou. 

O maricaense Filippe Poubel (PSL) e o gonçalense Fernando Salema (PSL) também tomaram posse, mas não concederam entrevista na área destinada à imprensa.

Faltam seis – Nem todos, entretanto, estavam presentes para responder à chamada e tomar posse. Isto porque seis deputados eleitos no ano passado estão presos. Marcos Abrahão (Avante), Luiz Martins (PDT), Marcus Vinícius Neskau (PTB), André Correa (DEM) e Chiquinho da Mangueira (PSC) foram presos na operação Furna da Onça, da Polícia Federal. O sexto nome é o do ex-prefeito de Silva Jardim e deputado estadual eleito Anderson Alexandre (SDD), que foi detido em uma operação do MP-RJ, também no último ano.

Destes, Martins, Abrahão e Chiquinho da Mangueira até tentaram sair da cadeia para tomar posse, mas foram impedidos por uma decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) de obterem o privilégio. Por isto, seis cadeiras da Casa continuam vagas. 

Pelo regimento da Alerj, existe um prazo máximo para que os eleitos tomem posse, que é de 30 dias, prorrogáveis por mais 30, a partir desta sexta-feira. Caso não tomem posse até 3 de abril, a Casa Legislativa poderá tomar providências legais sobre o caso. 

Os candidatos a deputado estadual eleitos como suplentes em suas respectivas coligações só serão empossados uma vez que o Poder Judiciário tenha declarado vacância nos cargos.

O atual presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), tenta a reeleição e já conta com apoio formal de 9 partidos

Divulgação Alerj

Eleição da Mesa Diretora acontece neste sábado

Hoje, em sessão extraordinária, os deputados estaduais já empossados participarão da eleição da Mesa Diretora para o próximo biênio. 

As inscrições das chapas só são realizadas na hora, mas, nos bastidores da Casa Legislativa, acredita-se que o processo eleitoral aconteça em chapa única. Isto porque André Ceciliano (PT), atual presidente da Alerj que já declarou que encabeçará uma chapa, já conta com o apoio formal de nove partidos: PP, PRP, PRB, PRTB, PHS, DEM, PMB, Patriota, que possuem representantes na composição da chapa.

A força da coalizão está dificultando composições de chapas de oposição. Isto porque pré-candidatos não vêm conseguindo apoio nem para a formação de suas chapas, que precisam ter quatro vice-presidentes, além de um presidente e um primeiro-secretário.

A possível chapa de Ceciliano à mesa diretora deve contar com Jair Bittencourt (PP), como vice-presidente; Renato Cozzolino (PR), como segundo vice-presidente; Tia Ju (PRB), como terceira vice-presidente; Leo Vieira (PRTB), como quarto vice-presidente; e Marcos Muller (PHS), como primeiro-secretário. 

O PSL de Jair Bolsonaro, que teve resultado expressivo no último pleito, conseguindo eleger 12 parlamentares para a Alerj, não entrou em consenso para a eleição da mesa diretora. Metade dos deputados eleitos defendia a candidatura de Rodrigo Amorim (PSL) e a outra defendia o apoio à candidatura de Márcio Pacheco (PSC), do partido do governador Wilson Witzel, à presidência.