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Destino é um prato cheio para quem gosta de ecoturismo

Foto: Divulgação

Imagine nadar com botos-cor-de-rosa, ver jacarés, macacos e aves selvagens de perto, fazer um passeio de barco sobre o encontro dos rios Negro e Solimões, visitar uma tribo indígena e aprender a sobreviver na selva. Tudo isso é possível em um lugar: na maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica. Situada na América do Sul, pode ser um destino e tanto para quem quer ter uma experiência que contemple natureza, tranquilidade e aventura.

Sessenta por cento da floresta, que possui a maior biodiversidade do planeta, está localizada em solo brasileiro - nos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima. O destino é um prato cheio para quem gosta de ecoturismo. A mais de 4 mil km de distância da capital do Rio de Janeiro está Manaus, capital do Amazonas, uma das principais portas de entrada para o turismo da região.

Lá, é possível aproveitar um pouco da cena cultural da cidade, visitando, por exemplo, o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, na época do ciclo da borracha. No entanto, para o especialista da CVC na região Norte, Jefferson Lima, outras portas de entrada para a floresta também devem ser consideradas. “Temos uma visão de Amazônia muito no estado do Amazonas, todavia, é possível vivenciá-la em outros estados também. No Pará, que está preparado para receber o turista, tem muita coisa para fazer: a Ilha de Marajó, por exemplo, é procurada diariamente; já Alter do Chão é considerada uma das praias de rio mais bonitas do Brasil, alguns até se atrevem a dizer que é o caribe brasileiro”, exemplifica.

Renata Telles navegou rio adentro no Parque do Jaú, onde pôde observar araras e papagaios

Foto: Arquivo Pessoal

De fato, Manaus possui uma maior variedade de voos saindo das principais capitais do País, o que facilita o acesso à região. Não obstante, em junho deste ano, o empresário musical Leandro Vinhas, 32 anos, escolheu a capital para dar início à sua experiência amazônica. “Manaus é uma cidade bem bonita também. Fiz o passeio clássico lá - um tour pelo Teatro do Amazonas. É lindo! Parece que você está voltando no tempo e entrando em um cenário de filme”, relembra o niteroiense, encantado, que também visitou as cachoeiras de Presidente Figueiredo e dormiu na selva em uma comunidade chamada Juma.

Para Leandro, Presidente Figueiredo foi um dos pontos altos da viagem. Passou uma noite no município e conheceu muitas cachoeiras. No geral, o empresário se sentiu mais próximo da natureza. “Presidente Figueiredo é um paraíso. Conhecer o encontro das águas, nadar com os botos, visitar uma tribo indígena, são experiências muito interessantes. Nessa viagem tive um contato muito grande com uma natureza diferente. Lá você está 100% inserido. Essa viagem significou muito para mim”, confessa.

Para deixar essa experiência amazônica ainda mais interessante, é possível hospedar-se em um hotel de selva, totalmente isolado da grande metrópole. Neste bioma diferenciado, além dos passeios que as agências, como a CVC, oferecem, os hotéis também têm sua própria programação, que muitas vezes incluem contato com tribos e caboclos. A fim de aproveitar ao máximo, Jefferson Lima aconselha a época de cheia, quando é possível fazer passeios na floresta em canoas. “A região tem paisagens distintas de acordo com a época, mas, durante o ano todo, o destino é vendido. Na alta temporada, principalmente no réveillon, a procura aumenta. Os preços do transporte aéreo acabam dificultando um pouco, mas é uma experiência incrível”, justifica. 

Leandro Vinhas visitou povos indígenas da região da Amazônia

Foto: Arquivo Pessoal

Além dos passeios tradicionais, é possível conhecer a Amazônia em um cruzeiro fluvial, com um roteiro de 6 dias que sai de Alter do Chão e percorre os rios Tapajós e Arapiuns, no Pará, e proporciona uma verdadeira vivência. Caroline Putnoki, da Cap Amazon, acredita que essa é uma proposta mais cultural, com mais conteúdo, para quem quer extrair ao máximo do destino. “O passeio é ideal para o turista que quer uma vivência. É bárbaro! A bordo de um confortável barco com cabines privativas, o viajante aprende sobre a natureza, sobre o dia a dia das comunidades ribeirinhas e fica frente a frente com as belezas naturais da região. Isso cria lembranças para a vida inteira”, exalta a empresária.

Renata Telles, de 35 anos, navegou pelo rio durante uma semana e visitou Novo Airão, o Parque Nacional de Anavillhanas, o Parque Nacional do Jaú, entre outros lugares. Incentivada por uma amiga, escolheu o destino para ficar longe de qualquer estresse. “O legal é realmente viver a Amazônia, explorar as trilhas, nadar no rio, acompanhar o trabalho de biólogos que cuidam do bem-estar dos animais e experimentar a culinária local”, recomenda.