Beleza à mesa

Revista
Tpografia
  • Mínimo Pequeno Médio Grande Gigante
  • Fonte Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

Harmonia na variação de materiais e formatos

Divulgação

Quando se projeta uma casa, todos os ambientes devem ser bem pensados e elaborados, se interligando de forma harmônica para resultar em um clima convidativo e aconchegante. Pensando em um dos locais mais queridos de uma casa – aquele em que as pessoas se reúnem com a família, com amigos ou pessoas queridas para dividir momentos únicos, seja em um jantar do dia a dia ou em outras ocasiões especiais, a sala de jantar é um dos espaços mais requisitados para momentos prazerosos, conversas, degustação e socialização.

Para falar mais sobre esse tema, arquitetos dão dicas, falam sobre as tendências e revelam o que uma sala de jantar precisa ter para ser um dos ambientes mais procurados e agradáveis de uma casa.

A designer de interiores Rita Santiago e a arquiteta Bruna Awata

Divulgação

Na mostra “Casa Design”, em uma mansão projetada por José Zanine Caldas, na Estrada Fróes, em Niterói, um dos destaques é a sala de jantar projetada e redecorada por Rita Santiago, designer de interiores, e Bruna Awata, arquiteta. 

A proposta do evento era uma redecoração sem muitas intervenções no ambiente original e sem atrapalhar o campo de visão voltado para a natureza.

“Pela imponência da casa e por ter sido projetada pelo Zanine, especificamos móveis de designers renomados, como Sergio Rodrigues, Jader Almeida, Zanini de Zanine em tributo ao pai e até mesmo do próprio Zanine, somando a sofisticação que o ambiente demandava”, revela Rita Santiago.

Para a dupla, em um trabalho de redecoração, é necessário sentir a essência do projeto original e o ambiente existente. Tudo o que vai entrar de novo deve ser pensando como se aquilo tivesse sido feito para estar ali, agregando-se ao que já existe. 

“Um projeto original, onde tudo é preparado desde o início, pode ser algo mais fácil, pois tudo é projetado e organizado para fazer parte do local. Sendo um lugar que já tenha sido trabalhado por outro profissional, há um cuidado maior para ocorrer conflitos entre as escolhas de materiais e adornos”, conta Rita. 

No projeto, as amigas optaram por móveis de cores claras em contraste com a estrutura que contava com uma forração em tons escuros. Luminárias em vidro foram escolhidas para dar leveza ao ambiente e deixá-lo mais aconchegante. 

“A intenção era intervir o mínimo possível no projeto arquitetônico do arquiteto Zanine Caldas, nos preocupamos em restaurar piso, luminárias e teto, apenas agregando na iluminação e no layout com os mobiliários. Nosso projeto partiu de linhas de mobiliários mais baixos que se integrassem e não houvesse barreira visual para a bela paisagem natural”, conta Bruna Awata..

As arquitetas Ivana Honaiser e Márcia Alfradique

Divulgação

Truques - Para a arquiteta Ivana Honaiser, em ambientes com pouco espaço podem ser utilizadas mesas redondas ou retangulares, que podem ser encostadas nas paredes para otimizar o espaço, facilitando na circulação. A iluminação deve ser algo que valorize a cena, dando brilho e reflexo ao ambiente, tudo levando em consideração o gosto do cliente. Segundo Ivana, utilizar uma variedade de materiais, como madeiras, couros, mármores, lacas, ferros e vidros, ajuda a deixar o ambiente personalizado e criativo. Adornos, luminárias e tapetes contribuem para deixar o ambiente harmonioso, proporcionando a desejada beleza à mesa.   

“Aos meus olhos, os mobiliários indispensáveis para uma sala de jantar, além das mesas e cadeiras, que podem se apresentar de várias formas e tamanhos, são o aparador e o bufê, de suma importância na organização geral do espaço, amparando a mesa de jantar e acomodando em muitas situações louças da cozinha”, ressalta a profissional.

Para Marcela Oliveira, também arquiteta, a mesa é algo que se cobriu de sacralidade. Isso porque, em algumas culturas, o ritual de comer com a família é algo ancestral que foi se popularizando através dos séculos. Hoje, o papel do arquiteto seria transformar o ambiente que cerca a mesa em local de comunhão.

“O ritual familiar da alimentação compartilhada se tornou um momento propício para a afetividade, um descanso da vida exterior, em que se pode desfrutar daquele tempero caseiro e daquela convivência já tão conhecida. Um espaço que respeita toda essa história e faz o momento ao encontro da mesa ser mais agradável é um dos papéis do arquiteto”, confirma Marcela, que acredita que o o arquiteto precisa ter jogo de cintura para adequar um estilo novo a um local antigo, tendo cuidado para manter o equilíbrio. “O formato do mobiliário, texturas, cores e iluminação devem caminhar lado a lado com o morador e a decoração deve falar quem ele é”, conclui a arquiteta.